Um mudança de rota pela direção do Santos desagradou a Diego Pituca. O clube havia preparado todas as condições para que o jogador fosse transferido para o Japão. O presidente Orlando Rollo impôs condições para vender o jogador ao Kashima Antlers, que acatou a todas. Desde então, Pituca começou a planejar sua mudança de país.
Estava tudo certo, até que a classificação às semifinais da Libertadores da América fez com que o Alvinegro Praiano mudasse de ideia, se negando agora a negociar a saída do meio-campista. A informação é do portal Gazeta Esportiva.
Com a classificação, o Peixe abocanhou R$ 10 milhões e cancelou as tratativas referentes a Pituca, que renderiam R$ 8,1 mi. Para encerrar qualquer chance de negócio, o Comitê de Gestão do clube retirou a oferta de pauta sem, contudo, comunicar o jogador e a equipe japonesa.

O atleta se sentiu desrespeitado pela direção do Santos e comentou sobre o fato em entrevista: “Todos sabem do meu carinho e devoção com o Santos, meu clube de coração desde criança, e acho que todos entendem também que sou profissional. Ganho minha vida e sustento minha família com esta atividade, seja no Santos, seja em qualquer outro clube no qual eu já defendi, com salário em dia ou atrasado, sempre com dedicação e profissionalismo”, enfatizou o meia.
Na sequência, o jogador fez um desabafo: “Me entristece demais a falta de respeito com a qual venho sendo tratado não pela entidade, mas pelas pessoas responsáveis pelo Santos. Sigo meu trabalho de cabeça erguida, em busca da tão sonhada final da Libertadores, mas peço a aqueles que representam os interesses do Santos respeito e consideração por tudo que já fiz com esta camisa”, finalizou.
Pituca ganharia o quádruplo no país oriental e, juntamente com sua família, havia se empolgado em começar uma nova rotina de vida no Japão. O contrato seria de três anos, com opção de renovação por mais uma temporada. Se contratado pelo Kashima, a permanência do jogador estaria atrelada à jornada do Santos na Libertadores. Caso houvesse eliminação da equipe santista, ele já começaria no clube japonês.
O presidente eleito, Andrés Rueda, herdou o caso para resolver. A gestão que assumirá em janeiro aventa valorizar o meio-campista financeiramente, muito embora não haja exigência alguma por parte do jogador para permanecer na Vila.





