Quando Luiz Felipe Scolari assumiu o Cruzeiro para a jornada da Raposa na Série B, em 2020, o torcedor Celeste teve despertada a esperança de ver o time repaginado, com alguém capaz de comandar a equipe para uma reação na competição. Felipão não conseguiu o acesso, porém, evitou que o Zeiro flertasse com a Série C, um perigo que existia quando chegou na Toca. Em sua segunda passagem pelo Cruzeiro, Felipão comandou o time em 21 jogos, com nove vitórias, oito empates e quatro derrotas, encerrando a Série B na 11ª colocação. A informação é do portal Lance!
Em entrevista ao programa Grande Círculo, do SporTV, Felipão revelou o que o motivou para aceitar o desafiante convite do Cruzeiro, bem como, também abriu o jogo sobre sua saída. Gratidão e divergências de ideias, estão nas duas pontas que marcam a chegada e a saída do técnico:
“(Aceitei) também pelo reconhecimento do que a direção de 2000/2001 fez por mim. No Cruzeiro eu recebi a oportunidade de ir à seleção e conquistar o título mundial, que é o maior título da minha carreira até hoje. Naquela oportunidade, eu olhei a tabela e entendi que o Cruzeiro, se não tivesse uma reformulação, uma ideia, alguém novo dentro do clube, o Cruzeiro iria para a Série C. Aliás, quando chegamos, o Cruzeiro já estava com pontuação de Série C. Depois, juntos com os jogadores, que foram muito importantes, foi que nós continuamos na Série B para que o clube tivesse condição de subir neste ano para a primeira divisão”, declarou Felipão.

Na sequência, Scolari apontou a desarmonia com o presidente Sérgio Santos Rodrigues, como algo que impediu sua continuidade na equipe Celeste: “O presidente tem ideias diferentes das minhas. Ele gosta de futebol, adora futebol, tem dedicação. Mas algumas coisas no Cruzeiro precisam ser modificadas. Não sei se ele vai conseguir. Se ele conseguir, pode ser que o clube dê os primeiros passos para essa recuperação. Eu entendia que se não fosse de uma forma, a gente não conseguiria. Ele pensa de outra forma. Então foi melhor que a gente terminasse como terminou”, revelou.
O ponto central da cizânia foi a montagem do elenco da Raposa. O desacordo entre treinador e a gestão do clube tornou insustentável a relação para um trabalho de reconstrução: “A ideia era permanecer na Série B. Este ano subir para a Série A. A ideia era montar uma equipe diferente. Se eu estivesse no Cruzeiro, estaria com uma equipe diferente. Tivemos algumas dificuldades nessa montagem da equipe, mas conseguimos manter o Cruzeiro na Série B. Pronto. Isso já era o primeiro passo e foi conquistado, então entendi que era o momento de sair – concluiu o treinador.





