O Fluminense deu sequência ao processo de reformulação do elenco feminino para a temporada de 2026. Nesta quarta-feira (7), o clube anunciou oficialmente a saída de seis jogadoras, movimento que já vinha sendo sinalizado nos bastidores. Parte das atletas, inclusive, já teve a liberação registrada no Boletim Informativo Diário (BID). O cenário reforça que o Tricolor passa por um período de ajustes estruturais visando o próximo ciclo competitivo. A diretoria trabalha para redefinir a base do elenco que disputará o calendário cheio do próximo ano.

Entre os nomes confirmados, a atacante Lurdinha deixa o Fluminense rumo ao Red Bull Bragantino, conforme antecipado anteriormente. Também se despedem do clube a goleira Cláudia, presença constante em convocações da Seleção Brasileira, e a zagueira Flávia Gil, peça importante na campanha do vice-campeonato do Brasileirão A2. As saídas fazem parte de um redesenho do elenco, alinhado à nova fase do projeto esportivo do futebol feminino tricolor. O clube segue atento ao mercado para suprir as lacunas deixadas.
Além das atletas já citadas, constam no BID as liberações da lateral Isabela Mello, da atacante Veronica e das meio-campistas Paloma e Estefania Palomar, conhecida como Torre. Nas redes sociais, o Fluminense publicou mensagens de agradecimento às jogadoras, destacando a dedicação e o profissionalismo ao longo da passagem pelo clube. As despedidas reforçam o caráter de transição vivido pelo elenco. A expectativa é que novos anúncios ocorram nas próximas semanas.
Flávia Gil encerra ciclo marcante no clube
Entre as atletas que deixam o Fluminense, Flávia Gil se despede como a mais longeva do grupo. Contratada em 2023, a zagueira foi peça-chave na campanha do vice-campeonato do Brasileirão A2. Na semifinal diante do Botafogo, marcou um gol de falta decisivo que levou o Tricolor à final da competição. Ao todo, foram 33 jogos com a camisa tricolor, embora em 2025 tenha atuado apenas uma vez, em razão de seguidas lesões.
A temporada de 2026 também marcará uma mudança fora das quatro linhas. O Fluminense iniciará o ano em uma nova casa, deixando o CT de Xerém para treinar no Cefan. A mudança ocorre devido à nova parceria firmada com a Marinha do Brasil, considerada estratégica pela diretoria. A expectativa interna é de melhoria na logística e na estrutura oferecida às Guerreiras. A adaptação ao novo espaço faz parte do planejamento para elevar o nível do projeto.
O Fluminense terá um calendário robusto em 2026, com quatro competições confirmadas. No cenário estadual, disputará a Copa Rio, que abre a temporada, além do Campeonato Carioca. Em nível nacional, o Tricolor estará presente no Brasileirão Feminino A1 e na Copa do Brasil. A sequência exigirá um elenco equilibrado e planejamento cuidadoso ao longo do ano. A comissão técnica trabalha para ajustar cargas e objetivos em cada torneio.
Planejamento mira competitividade e estabilidade
Com as saídas confirmadas e mudanças estruturais em andamento, o Fluminense busca consolidar um projeto mais sustentável para o futebol feminino. A ideia é alinhar desempenho esportivo, organização interna e crescimento institucional da modalidade. O clube entende que 2026 será determinante para reafirmar sua presença entre as principais equipes do país. A reformulação do elenco é apenas um dos passos nesse processo de reconstrução.