A Fifa lançou oficialmente a marca e a identidade sonora da Copa do Mundo Feminina de 2027 na manhã deste domingo (25). O torneio será disputado no Brasil, e o evento de apresentação aconteceu em um hotel em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Autoridades do futebol e do governo marcaram presença na cerimônia. Entre elas estavam o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e o presidente da CBF, Samir Xaud. A ação marcou simbolicamente o início da contagem regressiva para o Mundial.

Antes da cerimônia oficial, a programação começou ao ar livre, em frente ao Forte de Copacabana. No local, foi realizada uma pintura coletiva de painéis representando as oito cidades-sede da competição. A atividade foi aberta ao público, com credenciamento de torcedores e curiosos. A iniciativa permitiu uma aproximação direta entre a população e o evento. O clima festivo reforçou a proposta de integração do Mundial com a cidade e seus moradores.
Durante o evento, o ministro do Esporte, André Fufuca, foi chamado ao palco para receber “um suvenir” das mãos de Gianni Infantino. O presidente da Fifa entregou uma flâmula ao ministro, que agradeceu o gesto. Em seu discurso, Fufuca afirmou que a Seleção Brasileira Feminina pode conquistar em casa um título inédito. A fala fez referência às frustrações do futebol masculino nos Mundiais de 1950 e 2014. O momento gerou repercussão entre os presentes.
Legado do torneio é destaque nos discursos
O evento também reuniu nomes históricos do futebol, como Cristiane, Formiga, Cafu e Jill Ellis, atual diretora executiva de futebol da Fifa. O legado da Copa do Mundo Feminina para o desenvolvimento da modalidade no Brasil foi o tema central das falas. As autoridades destacaram a oportunidade de transformação estrutural no futebol feminino. O torneio foi apontado como um catalisador de mudanças duradouras. A expectativa é de impactos que vão além do período da competição.
Formiga ressaltou a importância do Mundial para a mudança do cotidiano do futebol feminino no país. “O que eu espero, de toda verdade, é que possamos aproximar cada vez mais torcedores do futebol feminino e que possamos mudar o dia a dia do futebol feminino”, afirmou. A ex-jogadora destacou que o impacto vai além da representatividade. Segundo ela, o torneio também simboliza a luta por igualdade de gênero. A valorização em âmbito nacional foi apontada como essencial.
Cafu ampliou o debate ao abordar questões sociais relacionadas ao evento.
“Nós, brasileiros, merecíamos essa Copa do Mundo. E eu não poderia deixar de citar uma situação muito importante: o feminicídio”, declarou. O ex-capitão da Seleção afirmou que o futebol pode ser uma ferramenta de transformação social. “O futebol é um instrumento para acabar com a violência contra a mulher”, completou. A fala foi recebida com aplausos pelo público presente.
Cristiane destaca avanço irreversível da modalidade
Cristiane classificou a escolha do Brasil como sede como uma vitória histórica para o futebol feminino. “O fato de ter trazido a Copa para o Brasil é uma vitória muito grande. O futebol feminino é uma realidade aqui, não tem como regredir”, disse. A atacante destacou a força da nova geração e a importância da continuidade dos investimentos. Ela também reforçou a necessidade de mais mulheres em cargos de comando. “Tomara que no futuro eu veja minha pequenininha chutando bola aqui no Brasil”, concluiu.