O Cruzeiro definiu a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, como sede fixa dos jogos da equipe feminina na temporada de 2026. O anúncio foi feito nesta terça-feira (3) pela gerente da modalidade, Luiza Parreiras, em entrevista concedida na Toca da Raposa I, em Belo Horizonte. A escolha representa uma mudança estratégica na logística do clube, que vinha atuando em diferentes estádios. Para o próximo ano, a diretoria optou por centralizar as partidas em um único palco. A decisão também visa criar maior identidade com o público local.

Na última temporada, as Cabulosas mandaram seus jogos em palcos distintos, como a Arena Gregorão, em Contagem, o Castor Cifuentes, em Nova Lima, e o Independência, na capital. Apesar da boa média de público registrada, a diretoria avaliou que a alternância trazia desafios operacionais. Questões ligadas à transmissão e à realização de jogos noturnos foram determinantes. Com isso, o clube buscou uma solução que garantisse maior estabilidade. A Arena do Jacaré surgiu como a opção mais adequada para o planejamento de 2026.
Ao detalhar os motivos da decisão, Luiza Parreiras destacou aspectos técnicos e estruturais. “A casa do Cruzeiro em 2026 é Sete Lagoas, na Arena do Jacaré. Está estabelecido e definido. O Gregorão, particularmente, eu gosto muito, atende tecnicamente, mas tem uma peculiaridade: a questão dos jogos transmitidos. E também de jogos noturnos, porque não tem iluminação”, afirmou. Segundo a dirigente, esses fatores pesaram no processo de escolha. A prioridade foi garantir melhores condições para atletas, torcedores e transmissões. Assim, a Arena do Jacaré passou a ser o foco do planejamento.
Relação histórica com a torcida influenciou decisão
Desde a definição, representantes do Cruzeiro têm realizado visitas técnicas à Arena do Jacaré para avaliar necessidades de adequação. A dirigente revelou que o clube já solicitou melhorias no gramado e nos vestiários. O tema também foi debatido em reuniões com o presidente do Democrata de Sete Lagoas, Renato Paiva, o prefeito Douglas Melo e o proprietário da SAF cruzeirense, Pedro Lourenço. O objetivo é elevar o padrão estrutural do estádio. A ideia é oferecer um ambiente mais confortável e funcional para todos os envolvidos nos jogos. As ações fazem parte de um plano de médio prazo.
A escolha por Sete Lagoas também levou em consideração o vínculo entre o Cruzeiro e a cidade. “Já foi definido isso, a CBF foi comunicada. Todos os nossos jogos do Cruzeiro. Inclusive, o Cruzeiro tem feito visitas para trabalhar melhorias do campo, estrutura de vestiário. A gente entende que foi uma boa escolha pela qualidade e por ser uma cidade onde temos um grande apelo com a torcida. A torcida vai nos apoiar e estar presente nos jogos”, garantiu Luiza. O clube acredita que o apoio local será fundamental ao longo da temporada. A expectativa é de arquibancadas mais cheias.
Apesar da definição da Arena do Jacaré como casa fixa, o Cruzeiro mantém aberta a possibilidade de atuar no Independência em confrontos de maior apelo. Segundo a dirigente, partidas com maior demanda de público ou exigências específicas poderão ser transferidas para Belo Horizonte. “Acaba que, tanto o Cruzeiro quanto as equipes que jogavam lá, em jogos com transmissão, era necessário sair do Gregorão e que (os jogos) fossem em Nova Lima ou no próprio Independência”, completou. A flexibilidade faz parte da estratégia logística do clube. Assim, o calendário poderá ser adaptado conforme cada situação.
Temporada 2026 terá calendário intenso
O ano de 2026 promete ser movimentado para as Cabulosas, com quatro competições no calendário. Além do Campeonato Mineiro, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro disputará, pela primeira vez, a Copa Libertadores Feminina. O desafio será equilibrar desempenho esportivo e logística ao longo da temporada. A definição de uma sede fixa surge como passo importante nesse processo. O clube aposta na estabilidade para potencializar resultados dentro de campo. A Arena do Jacaré, portanto, passa a ser peça-chave no projeto esportivo.