Fluminense encerrou, ao menos por agora, qualquer movimento para buscar um plano B após a negociação frustrada por Savarino. A avaliação interna é de que o momento pede calma, leitura de mercado e foco em necessidades mais urgentes do elenco para a temporada.

Meia tem o futuro incerto – Foto: Anderson Romao/AGIF.
© Anderson Romão/AGIFMeia tem o futuro incerto – Foto: Anderson Romao/AGIF.

Segundo informações do jornalista Pedro Brandão, do Lance!, a diretoria tricolor entende que a prioridade absoluta segue sendo a contratação de um centroavante. Por isso, não há pressa para abrir uma nova frente por um meia-atacante ou ponta neste momento da janela.

Internamente, Savarino nunca foi tratado como um camisa 10 clássico. A ideia era utilizá-lo pelos lados, em função semelhante à de Jhon Arias, como um ponta construtor, participativo e com chegada ao ataque, o que muda a leitura sobre a urgência da posição.

Estratégia fria e sem ansiedade no mercado

Com a negociação frustrada, o Fluminense optou por não acelerar conversas apenas para dar uma resposta externa. A diretoria entende que movimentos por impulso costumam encarecer negociações e gerar riscos esportivos, algo que o clube quer evitar em 2026.

A avaliação é de que o elenco atual consegue suportar o início da temporada sem uma contratação imediata para os lados do campo. Canobbio e Serna seguem como opções, enquanto o clube observa o mercado em busca de oportunidades mais ajustadas ao perfil desejado.

Savarino no Botafogo . Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Mesmo assim, a janela segue sendo monitorada de perto. O entendimento é de que boas chances costumam surgir com o mercado mais avançado, quando valores baixam e clubes passam a flexibilizar exigências contratuais.

Centroavante segue como foco principal

Diferente da situação dos pontas, o Fluminense não considera encerrada a busca por um centroavante de peso. A negociação por Hulk, do Atlético-MG, esfriou, mas ainda não foi tratada como totalmente descartada nos bastidores.

A diretoria entende que um camisa 9 teria impacto direto no desempenho da equipe e, por isso, concentra esforços nessa posição. A estratégia é clara: menos quantidade, mais convicção, evitando reforços apenas para “preencher espaço”.