Há cerca de 1 mês, durante uma reunião para sócios do Flamengo, Bap deu a entender que o clube poderia investir cerca de R$ 1 bilhão em reforços, da mesma forma que ocorreu com adversários recentemente.

José Boto explicou situação no Flamengo.
© Jorge Rodrigues/AGIFJosé Boto explicou situação no Flamengo.

Relembre a declaração de Bap:

Quando eu disse que podia gastar R$ 1 bilhão, o que estou dizendo para todo mundo? Agora é minha vez de gastar o que vocês gastaram. O que não pode acontecer? Errar com as contratações da gente. Nosso investimento foi de R$ 309 milhões e foi muito mais efetivo do que o Palmeiras (R$ 713 milhões) e Botafogo (R$ 716 milhões)”, iniciou.

“Mas se tem adversário que todo ano bota isso de dinheiro, alguma hora ele vai te derrotar, não tem jeito. Foi o que aconteceu em 2023 com o Palmeiras e em 2024 com o Botafogo. Tem uma explicação matemática para isso. Podemos gastar R$ 1 bilhão para recompor esse equilíbrio de forças, concluiu.

José Boto foi na contramão:

No entanto, conforme publicou o GE, José Boto descartou essa possibilidade e explicou a situação:

É óbvio que esse tipo de declaração, ainda por cima entendida da forma que foi entendida, porque não foi bem isso que ele disse, (prejudica na janela). Não vou entrar em detalhes financeiros, porque não é bem minha área, mas é óbvio que atrapalha. Quando, do outro lado, ouvem esse tipo de coisa, as pedidas são maiores, especialmente aqui no Brasil”, iniciou.

José Boto foi sincero – Foto: Jorge Rodrigues/AGIF.

“A participação é exatamente igual. As pessoas confundem ao acharem que tanto eu quanto o Filipe temos autonomia total para decidir. Isso não temos. Todas as decisões macro têm que passar pelo crivo do presidente, e eu falo com ele todos os dias, apesar de ele não ir ao CT, salientou.

“Todas as grandes decisões do ponto de vista estratégico e financeiro, como é o caso da contratação do Paquetá, têm que ter o aval dele, se não não podemos avançar sem isso. Gostaria de salientar uma coisa: quando ele disse que poderia ter sido mais ousado na primeira janela (se soubesse que chegaria no fim do ano com o resultado financeiro que o clube teve), nessa janela, que foi feita por mim, nós não tínhamos em caixa mais do que seis milhões de euros, disse.

“A janela foi muito afetada por isso. A segunda janela já foi mais agressiva, e a terceira janela é esta. Isso mostra muito da gestão do presidente e a forma como ele consegue impulsionar o clube para que possamos fazer esse tipo de janela”, ressaltou o dirigente.