O Cruzeiro abre 2026 cercado de expectativa e com algumas decisões importantes pendentes. De volta à Libertadores e agora sob o comando de Tite, o clube já tem a base do elenco definida, mas ainda trabalha para destravar negociações que podem impactar diretamente o planejamento da temporada.

Incertezas no elenco em 2026
Entre os nomes em pauta, a situação mais indefinida é a de Fagner. O lateral direito, que estava emprestado pelo Corinthians até o fim de dezembro, está livre no mercado.
Apesar de não retornar ao clube paulista e manifestar vontade de seguir em Belo Horizonte, não há pressa por um acerto. Tite aprova o jogador, com quem já trabalhou, mas o Cruzeiro avalia o cenário com cautela, já que conta com outras opções para a posição.
Outro tema central é o futuro de Matheus Pereira. Com contrato válido apenas até junho, o camisa 10 já pode assinar um pré-contrato, mas a diretoria mantém confiança na renovação. As conversas se arrastam há meses, com sinalizações positivas de valorização salarial e vínculo mais longo. Mesmo com sondagens, o jogador não avançou com outros clubes e deve se reapresentar normalmente.
E Gabigol?
No caso de Gabigol, o caminho mais provável segue sendo a saída. O atacante ainda tem contrato até 2028 e reapresentação marcada, mas negocia com o Santos. O entrave está nos salários, considerados altos pelo clube paulista. O Cruzeiro aceita dividir os vencimentos, mas não nos moldes desejados pelo Peixe. Além disso, o jogador busca mais espaço em campo e teve relação desgastada com Tite nos últimos anos.
Enquanto define essas situações, o Cruzeiro segue ativo no mercado. Já acertou as chegadas do goleiro Matheus Cunha e do atacante Néiser Villarreal, mas mantém como principal alvo o meio-campista Gerson, atualmente no Zenit. As conversas avançaram na virada do ano, embora ainda exista distância nos valores. O jogador vê com bons olhos a possibilidade de liderar um projeto competitivo e mira a Copa do Mundo como objetivo.
Além de Gerson, a diretoria ainda procura reforços para a defesa, o meio-campo e o comando de ataque, buscando fechar o elenco que disputará um calendário exigente em 2026.