O levantamento do Gato Mestre traçou um retrato claro da força das torcidas nos estádios ao longo de 2025 e colocou o Corinthians no topo da Série A quando o assunto é taxa de ocupação.

Timão lidera ranking
Atuando exclusivamente na Neo Química Arena, o Timão terminou a temporada com 86,1 por cento dos lugares preenchidos, índice que nenhum outro clube conseguiu alcançar. Em 38 partidas como mandante, mais de 1,5 milhão de torcedores passaram pelas arquibancadas, confirmando o peso do apoio corintiano mesmo em um calendário cheio.
A comparação direta mostra que o Corinthians não liderou apenas em percentual, mas também manteve uma média muito próxima do limite físico do estádio. Com cerca de 41,7 mil pagantes por jogo, o clube ficou constantemente perto da capacidade máxima permitida em Itaquera.
O ponto alto do ano foi o clássico contra o Palmeiras, que reuniu mais de 48 mil pessoas e terminou com o título paulista para o time alvinegro, simbolizando o impacto da presença em massa da torcida.
Palmeiras vem na sequência
Logo atrás aparece o Palmeiras, segundo colocado no ranking do Gato Mestre, com 81,1 por cento de ocupação média. O Alviverde dividiu seus jogos entre o Allianz Parque e a Arena Barueri, mas ainda assim manteve um nível elevado de preenchimento nas arquibancadas. Corinthians e Palmeiras foram os únicos clubes da elite a ultrapassar a marca de 80 por cento, abrindo uma diferença relevante para os demais concorrentes.
Na sequência, o Santos surge como terceiro, com 78,7 por cento de ocupação. Mesmo utilizando três estádios diferentes ao longo da temporada, Vila Belmiro, Morumbis e Allianz Parque, o Peixe apresentou regularidade na presença de público, embora com números absolutos mais modestos, reflexo também da capacidade menor de seus mandos principais.
Os outros times
O Flamengo aparece logo depois, em quarto lugar, com 78,1 por cento dos lugares ocupados. Apesar de não figurar no topo da taxa percentual, o Rubro Negro liderou em média de público e renda, o que reforça a diferença entre volume absoluto e aproveitamento do estádio. Jogando majoritariamente no Maracanã, o clube manteve arquibancadas cheias, mas o tamanho do estádio acaba diluindo o índice final.
Fechando o top cinco, o Bahia teve 72,4 por cento de ocupação na Fonte Nova. O clube baiano se destacou pela constância, com grande número de partidas como mandante e presença sólida da torcida ao longo do ano, consolidando-se entre os melhores do país nesse quesito.
Quem chama atenção negativamente?
Botafogo e Fluminense chamam atenção negativamente. Os dois clubes cariocas ficaram à frente apenas do Mirassol, último colocado no ranking. O Botafogo terminou com pouco mais de 42 por cento de ocupação, enquanto o Fluminense registrou menos de 40 por cento nos jogos em casa.