O Corinthians entrou em campo no Majestoso com uma proposta clara sob comando de Dorival Júnior: pressão alta, domínio territorial e ataque direto pelos lados, explorando a mobilidade de Yuri Alberto. A estratégia funcionou no volume de jogo, mas não no placar.

SAO PAULO, BRAZIL – DECEMBER 17:  Dorival Junior head coach of Corinthians looks on during the Copa do Brasil 2025 Final First Leg Match between Corinthians and Vasco da Gama at Neo Quimica Arena on December 17, 2025 in Sao Paulo, Brazil. (Photo by Ricardo Moreira/Getty Images)
© Getty ImagesSAO PAULO, BRAZIL – DECEMBER 17: Dorival Junior head coach of Corinthians looks on during the Copa do Brasil 2025 Final First Leg Match between Corinthians and Vasco da Gama at Neo Quimica Arena on December 17, 2025 in Sao Paulo, Brazil. (Photo by Ricardo Moreira/Getty Images)

O Timão teve mais posse, mais presença no campo ofensivo e criou as principais oportunidades da primeira etapa.

Yuri Alberto foi o principal alvo. Aos 12 minutos, após espanada de Arboleda, o camisa 9 subiu livre e cabeceou por cima do gol. Depois, recebeu boa enfiada de André, bateu cruzado e parou em Rafael. Mesmo com o controle da partida, a equipe deixou espaços defensivos e pagou caro pela falta de eficiência.

Falha de equilíbrio defensivo decide o roteiro inicial

Aos 37 minutos, o São Paulo precisou de apenas uma chegada mais limpa para abrir o placar. Danielzinho teve liberdade pelo lado esquerdo e cruzou na medida para Gonzalo Tápia, que cabeceou sem chance para Hugo Souza. Foi a síntese de um problema recorrente no modelo de Dorival: muito jogo ofensivo, mas vulnerabilidade na recomposição pelos lados.

O Corinthians ainda ameaçou em chute de Matheuzinho, que tirou tinta da trave, enquanto o Tricolor respondeu em cabeceio de Luciano. Mesmo assim, o intervalo chegou com vantagem são-paulina, apesar do maior volume do time da casa.

Ajustes mantêm pressão, mas eficiência segue baixa

No segundo tempo, Dorival manteve a ideia central e intensificou a presença no ataque, com mais jogadores pisando na área e circulação rápida da bola no terço final. O Corinthians seguiu criando, empurrou o São Paulo para trás, mas voltou a esbarrar na falta de precisão nas finalizações e na boa leitura defensiva do rival.

A insistência, porém, foi recompensada no fim. Aos 46 minutos, Matheus Pereira encontrou Pedro Raul dentro da área. O centroavante fez o pivô e rolou para Breno Bidon, que ajeitou e bateu de canhota, sem chance para Rafael, garantindo o empate.