Livre das restrições impostas pela CBF e pela Fifa, o Corinthians inicia um novo momento fora de campo, mas ainda distante de tranquilidade financeira. Após meses impedido de registrar jogadores, o clube agora direciona esforços para renegociar dívidas geradas na montagem do elenco de 2024, movimento considerado essencial para evitar novos transfer bans e outras sanções esportivas.

Após fim do transfer ban, Corinthians toma decisão dura sobre dívidas antigas — Foto Thiago RibeiroAGIF
Após fim do transfer ban, Corinthians toma decisão dura sobre dívidas antigas — Foto Thiago RibeiroAGIF

Segundo informações apuradas pelo Globo Esporte, a diretoria alvinegra pretende procurar representantes de sete clubes com os quais mantém pendências relacionadas a contratações realizadas há dois anos, ainda na gestão do ex presidente Augusto Melo.

Entre os nomes envolvidos estão Garro, Pedro Raul, Alex Santana, Charles, José Martínez, Cacá e Maycon, negociações que acabaram se tornando passivos relevantes para o caixa corintiano.

Algumas situações são vistas internamente como mais delicadas, especialmente aquelas que envolvem Talleres, Philadelphia Union e Shakhtar Donetsk. Nestes casos, o Corinthians já foi derrotado em processos na Fifa e optou por recorrer ao CAS como forma de ganhar tempo enquanto tenta construir acordos que aliviem o impacto financeiro imediato.

SP – SAO PAULO – 14/12/2025 – COPA DO BRASIL 2025, CORINTHIANS X CRUZEIRO – Rodrigo Garro jogador do Corinthians comemora vitoria por penaltis em decisao durante partida contra o Cruzeiro no estadio Arena Corinthians pelo campeonato Copa Do Brasil 2025. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Prioridade foi resolvida

Nos últimos meses, a prioridade da presidência de Osmar Stabile foi resolver pendências consideradas urgentes, como os valores de R$ 41,2 milhões devidos a Matías Rojas e os R$ 41,6 milhões ao Santos Laguna pela contratação de Félix Torres.

Com esses pagamentos concluídos, o clube agora volta suas atenções para os demais credores, mesmo reconhecendo a dificuldade imposta por uma dívida total que gira em torno de R$ 2,7 bilhões.

A estratégia passa por abrir diálogo direto e propor parcelamentos com juros menores, buscando mostrar ao mercado uma postura mais transparente e responsável. A avaliação interna é de que a iniciativa de procurar os credores antes de novas notificações judiciais pode facilitar acordos e reduzir o risco de punições futuras.