Atlético-MG sofre com bolas paradas e é eliminado da Copa do Brasil
O Atlético-MG se despediu da Copa do Brasil na última quinta-feira (11), após duas derrotas para o Cruzeiro, ambas por 2 a 0. A queda no clássico expôs, além da perda da vaga na semifinal, uma fragilidade recorrente na equipe de Jorge Sampaoli.

Desde o início da temporada, o Galo convive com um problema em bolas paradas defensivas. Dos 10 últimos gols sofridos, metade nasceu desse tipo de jogada, fator que tem custado pontos importantes.
Nas quartas de final contra o rival, a situação foi ainda mais evidente. Três dos quatro gols do Cruzeiro começaram em lances de bola parada, seja em escanteios ou faltas laterais, sempre com falhas na marcação alvinegra.
Metade dos gols sofridos
O levantamento recente escancara a dificuldade defensiva do Atlético: no 3 a 1 contra o Grêmio, dois gols saíram de escanteio; contra o São Paulo, os dois tentos sofridos foram em bola rolando. Já diante do Vitória, a derrota foi por 1 a 0, também em jogada construída.
Nos clássicos com o Cruzeiro, o problema voltou a se repetir. No primeiro confronto, um dos gols saiu em escanteio. Já na volta, os dois tentos tiveram origem em faltas e escanteios, consolidando a eliminação, que foi cercada de polêmicas e desentendimentos entre os jogadores das duas equipes.
O próprio Sampaoli reconheceu a dificuldade. O treinador afirmou que o tema tem sido trabalhado nos treinamentos, mas que ainda há muitos ajustes pela frente para corrigir as falhas da defesa.
Sampaoli admite falhas
“Sim, pensamos que é um problema. Trabalhamos, buscamos fazer uma defesa mista. É um tema que temos que trabalhar muito. Precisamos controlar esse aspecto”, declarou o argentino.
Ele também destacou a falta de concentração em momentos decisivos: “Estamos tentando estimular a atenção. São bolas paradas, uma segunda bola. Tem mais a ver com a concentração do que com posicionamento”.