Vasco e Fernando Diniz iniciam 2026 com um cenário pouco comum nos últimos anos: continuidade. Caso siga no cargo até 22 de fevereiro, o treinador alcançará 288 dias no clube e se tornará o mais longevo em quase uma década.

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Desde a passagem de Jorginho, entre agosto de 2015 e outubro de 2016, o Vasco não mantinha um comandante por tanto tempo. O ex-treinador também foi o último a completar ao menos uma temporada inteira à frente da equipe cruz-maltina.
Jorginho, inclusive, foi o último técnico a iniciar e encerrar um ano no clube. Após sua saída, ao fim da Série B de 2016, o Vasco teve 22 treinadores diferentes. Em número de jogos, Diniz já ocupa o segundo trabalho mais longo do período, com 44 partidas em 2025.
Continuidade rara também na carreira do treinador
A permanência representa uma novidade não só no Vasco, mas também na trajetória de Fernando Diniz. A atual passagem já é a terceira mais longa da carreira, ficando atrás apenas dos trabalhos no São Paulo e no Fluminense, onde alcançou maior estabilidade.
Com o trabalho mantido para 2026, Diniz tenta transformar tempo em regularidade. Em 2025, apesar da campanha até a final da Copa do Brasil, o desempenho no Brasileirão foi marcado por oscilações e quedas bruscas de rendimento.
Após uma sequência de quatro vitórias, que igualou a maior do clube na era dos pontos corridos, o Vasco acumulou cinco derrotas seguidas. O time perdeu sete dos últimos oito jogos e encerrou a competição com um duro 5 a 0 para o Atlético-MG.

Fernando Diniz encerrou temporada anterior sendo vice-campeão da Copa do Brasil com o Vasco. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Base fortalecida e elenco moldado pelo treinador
A principal assinatura de Diniz no Vasco é o crescimento de Rayan. Antes irregular, o atacante se tornou o principal jogador da equipe, com expectativa interna de que possa se transformar na maior venda da história do clube.

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Além disso, nomes importantes ganharam espaço e consolidaram o time titular de 2025. Na final contra o Corinthians, quatro dos 11 titulares chegaram no meio do ano sob a tutela do treinador: Carlos Cuesta, Robert Renan, Thiago Mendes e Andrés Gómez.








