O São Paulo bem que tentou, mas não conseguiu evitar a eliminação na semifinal da Copa São Paulo de Futebol Júnior para o Palmeiras, neste sábado (22), perdendo por 1 a 0, na Arena Barueri. Contudo, o jogo ficou em segundo plano devido à invasão de campo de indivíduos usando camisas do Tricolor, que tentaram agredir os jogadores rivais, e até uma faca foi atirada no gramado. Contudo, as cenas lamentáveis não ficaram só dentro do estádio.

Torcedores do São Paulo relataram, ao portal ‘UOL Esporte’, casos de ameaças e diversas agressões, tanto dentro, quanto fora da Arena Barueri: “Estávamos em um grupo de cerca de 25 pessoas, muitos jovens. Em um deles jogaram um copo de cerveja na cabeça, porque ele tem o cabelo descolorido. Em outro, chegaram querendo arrancar um piercing. Um de nós foi tentar proteger e levou um soco na costela”, contou ‘Marcelo’, que teve seu nome alterado por motivos de segurança.

‘Marcelo’ disse que o clima antes da partida já era tenso devido ao apelido ‘Trikas’, que viralizou nos últimos dias e não foi aceito por todos os tricolores. Na saída do estádio, ‘Julio’, de 22 anos, foi abordado por alguns torcedores organizados: “E aí, é o Trikas?”, perguntaram. O jovem relatou: “Dei uma resposta atravessada, porque já sabia do que se tratava. Aí um deles ficou me provocando, querendo brigar. Quando dei as costas, ele me deu um soco na parte de trás da cabeça”, disse ‘Julio’ ao UOL.

Além do apelido, houve perseguições a torcedores que vestiam a camisa rosa do São Paulo, da campanha do Câncer de Mama, como àqueles que usavam brinco, piercing e até dread no cabelo, itens que foram ‘proibidos’ pela Independente. ‘Jessica’, jovem negra de 17 anos, contou ao UOL que presenciou um caso de racismo nas arquibancadas, quando viu um homem usar a palavra ‘macaco’ para xingar um jogador do Palmeiras: “Isso mexeu muito comigo”, relatou a torcedora.