O São Paulo decidiu esfriar as conversas com o Flamengo pela contratação do volante Allan. A negociação perdeu força depois de o clube carioca indicar que só liberaria o jogador mediante o envolvimento de Marcos Antônio no acordo, segundo informações do GE.

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A resposta interna no Morumbis foi imediata. A diretoria tricolor bancou a permanência de Marcos Antônio, considerado titular absoluto do meio-campo, e praticamente encerrou qualquer possibilidade de avanço nas tratativas. O entendimento é de que não haveria equilíbrio esportivo na operação.
Apesar de reconhecer Allan como uma oportunidade de mercado, o São Paulo avalia como inviável trocar um jogador fora dos planos do rival por uma peça central do próprio elenco. Nos bastidores, o cenário foi classificado como “sem lógica esportiva”.
Conversas pausadas e novo foco no mercado
Com as conversas brecadas entre Rui Costa e José Boto, o Tricolor passou a observar novas opções no mercado da bola. A ideia é buscar nomes com perfil semelhante ao de Allan, mas sem comprometer a estrutura do elenco ou abrir mão de atletas importantes.

Fla tem desejo de negociar o volante. Foto: Gilson Lobo/AGIF
Sem pressa, já que a janela de transferências segue aberta até março, o clube prefere agir com cautela. O planejamento passa por avaliar oportunidades pontuais, seja por empréstimo ou por atletas livres, mantendo o controle financeiro.
Ao mesmo tempo, a comissão técnica de Hernán Crespo ganhou respaldo para olhar com mais atenção para soluções internas antes de cobrar novas contratações.
Hugo ganha espaço e vira aposta interna
Nesse cenário, quem aparece como alternativa é Hugo Leonardo. Campeão da Copinha de 2025, o volante de 21 anos teve uma passagem curta pelo profissional antes de sofrer uma lesão, mas agora está totalmente recuperado.

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Hugo foi relacionado na derrota para o Mirassol e aguarda uma nova oportunidade para mostrar serviço. Internamente, há expectativa de que o jogador receba minutos nas próximas partidas para ser avaliado em jogos oficiais.
A aposta na base reforça a estratégia do São Paulo neste momento: evitar negócios considerados desfavoráveis, ganhar tempo no mercado e testar soluções caseiras antes de voltar a atacar a janela com mais agressividade.








