Harry Massis Júnior assumiu a presidência interina do São Paulo na noite de sexta-feira, em um dia desgastante marcado por votação, tensão política e mudança no comando. Mesmo assim, o novo dirigente não perdeu tempo. Logo na manhã de sábado, ele se reuniu com jogadores e comissão técnica no CT da Barra Funda, sinalizando prioridade absoluta ao futebol e ao clássico do fim de semana.

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Após o encontro com o elenco, Massis também iniciou conversas com funcionários da estrutura administrativa, conforme apurou a reportagem do Bolavip Brasil. O objetivo foi alinhar expectativas, tratar assuntos urgentes e estabelecer uma pauta clara para os próximos dias. A palavra de ordem neste primeiro momento é organização, evitando ruídos internos em um clube que vive semanas de forte instabilidade institucional.
Como já vinha sendo indicado nos bastidores, Massis não chega com discurso de ruptura. A ideia é esfriar os ânimos, promover pacificação política e não transformar a transição em um processo traumático. Até mesmo setores da oposição entendem que o momento pede ajustes de método e gestão, não uma implosão da estrutura existente.
DECISÕES NO FUTEBOL E AJUSTES SEM PRESSA
A primeira decisão considerada mais sensível deve envolver o futebol. Internamente, discute-se a escolha de um nome para acompanhar de perto o dia a dia do CT ao lado de Rui Costa. Esse reforço pode vir do próprio Conselho, funcionando como elo entre diretoria, futebol e ambiente político durante a transição.

SP – SAO PAULO – 20/11/2025 – BRASILEIRO A 2025, CORINTHIANS X SAO PAULO – Matheus Bidu jogador do Corinthians reclama com a arbitragem durante partida contra o Sao Paulo no estadio Arena Corinthians pelo campeonato Brasileiro A 2025. Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
Na área administrativa, Massis também evita movimentos bruscos. Os times atuais devem ser mantidos, ao menos neste primeiro momento, respeitando ritos e planejamentos já em andamento. O foco imediato é impedir novos atrasos salariais, mesmo diante de um cenário desafiador de fluxo de caixa e compromissos ligados ao FIDC.
DESAFIO FINANCEIRO E MUDANÇAS PONTUAIS
O novo presidente interino sabe que o maior problema do clube hoje é financeiro. A projeção de faturamento para 2026 supera os R$ 931 milhões, mas há a necessidade urgente de gerar novas receitas e, principalmente, cortar despesas consideradas desnecessárias. A revisão de custos passa a ser prioridade estratégica da gestão.

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Após briefings iniciais com diferentes áreas, ficou claro que Massis terá um caminho complexo pela frente. Algumas diretorias devem, sim, sofrer alterações como resposta política e administrativa ao momento vivido. No entanto, a chamada “espinha dorsal” do clube será preservada, ao menos neste estágio inicial.
A ideia de uma grande limpeza geral, defendida por parte da torcida e de grupos políticos, não encontra respaldo neste momento. Com eleições se aproximando e o cenário político ainda em ebulição, Massis prefere estabilidade, diálogo e decisões graduais. No São Paulo, a mudança começa pelo tom — e não pelo confronto.








