A entrevista de Edu Dracena nesta quinta-feira (16) à TV Santa Cecília foi reveladora. O executivo de futebol do Santos abriu o jogo sobre a política de contratações do Clube, explicou a necessidade de vender jogadores para reequilibrar as finanças e também deu seu posicionamento sobre saídas recentes de Meninos da Vila.

Capitão do Peixe na Copinha 2022 - que foi vice-campeão -, o lateral-direito Sandro não teve seu contrato renovado pela diretoria. Isso gerou uma série de críticas ao departamento de futebol, incluindo Dracena. Outro que não permaneceu foi Daniel Guedes, da mesma posição em campo e que viu seu acordo ser finalizado em março.

Para a posição, o Santos trouxe Auro, que pouco jogou na temporada e ainda não convenceu à torcida. "Eu acredito nele. Muito se questiona o Auro, mas nós contratamos achando que vai dar certo. São momentos. Se não der certo, dou a mão à palmatória. Mas precisa de tranquilidade e confiança. Todos os jogadores que vieram foram num consenso. Nós nos reunimos, definimos o nome e passamos para o presidente", opinou Dracena. 

Veja o que o executivo comentou sobre as saídas de Sandro e Guedes:

"Acham que todo Menino da Vila vai virar craque. O campo não mente. O Daniel Guedes tinha contrato até dezembro e nós precisávamos de um lateral-direito. Eu não posso colocar ele para jogar sem renovar. A gente ofereceu um ano a mais de contrato. O Daniel ganhava muito mais que o Auro, não seria mais barato. E um jogador que tínhamos dúvida se ia performar ou não, haja visto que foi para outro clube e não está jogando [Cuiabá]. Meteram o pau em mim sobre o Sandro, saiu e não está performando. As pessoas têm que entender que nem todo Menino da Vila vai ser titular. Se tem condição, vai ficar. Se não tem, vai para outro clube. São coisas que temos que ver e tomar decisão. Podemos errar e vou pedir desculpa se errar. Mas quando acerta, ninguém fala que acertou. A gente acompanha e vê evolução. Pode ser que Auro não jogue nada e tem contrato até dezembro. Não der certo? Vai por outro caminho. E só pagamos o salário menor que o do Daniel Guedes", desabafou Dracena.