Para conquistar uma vaga nas oitavas de final da Copa Sul-Americana, o Santos precisou do critério de desempate. O Alvinegro Praiano empatou em 1 a 1 com o Banfield na última terça-feira (24), mas graças a vitória por 3 a 2 do Unión La Calera diante do Universidad Católica-EQU dando a vaga para a equipe paulista por conta do saldo de gols.  

 

Durante a coletiva pós-jogo, o técnico Fabián Bustos ressaltou que o empate com os argentinos não era o resultado esperado no confronto da Vila Belmiro. Entretanto, destacou que o Peixe conquistou merecidamente a classificação para a próxima fase da competição pelo trabalho realizado durante toda a competição. “Jogamos contra o Banfield com pouco trabalho, sem os reforços, só o Maicon e o (William) Maranhão em campo”.  

“Fizemos um jogo mais ou menos e não vencemos. Nos cinco jogos, conseguimos 11 pontos. O Santos se classificou pelo rendimento na competição e não por causa do gol da Católica. Nós merecemos isso. O Calera não tinha feito mais de um gol e fez três. Nós fizemos mais gols. Estou orgulhoso? Estou orgulhoso dos garotos, de como eles se preparam. Não é força máxima como vocês dizem. Força máxima é dia a dia e como estão cada um”, completou Bustos. 

Apesar da classificação na Sul-Americana do Santos não ter dependido exclusivamente da equipe, o técnico manteve o discurso de estar feliz com a vaga do que com o placar da equipe. “Tentamos fazer mais gols, claro, e adoraria ganhar. Fazer três ou quatro gols e merecemos isso. Seria 2 a 0 tranquilo, com mais espaços teríamos mais chances. Se colocam atrás e não conseguimos abri-los".  

“Estou satisfeito com a classificação, não com o resultado. Há quatro meses, esses jogadores estavam na Copinha e lutavam contra o rebaixamento no Paulista. Agora, estamos classificados e na parte alta na tabela do Brasileirão. Estaríamos até melhores se não fosse a arbitragem. Temos que ser competitivos em todos os campeonatos e estamos sendo”, finalizou.