Ricardo Goulart tem se readaptado e se reinventado no Santos. Acostumado a jogar como meia em um esquema 4-2-3-1, sob o comando de Fabián Bustos, o camisa 10 tem jogado mais avançado e próximo a Marcos Leonardo, em uma disposição 4-4-2 em campo. Para desempenhar bem seu papel no modelo do professor, Goulart demonstra empenho nos treinos e nos ensinamentos do técnico.

"Acredito que tudo seja questão de adaptação. Tenho procurado trabalhar para desempenhar meu papel de acordo com as ideias do professor. Estou 100% fisicamente, me sinto bem, e aos poucos vou sentindo mais confiança nessa nova função, e consequentemente, a evolução do trabalho" , afirmou o camisa 10.

Se antes Ricardo Goulart, Marcos Leonardo e Léo Baptistão revezavam a posição em campo, hoje em dia o trio é acionado em conjunto e tem buscado entrosamento. "São dois grandes jogadores, com perfis diferentes. O Léo é um cara experiente, consolidado, e o Marcos um garoto com enorme potencial. Acredito que nós três estamos aprendendo um com o outro, e claro, os três pensando somente no melhor para o Santos", declarou o meia.

Apesar de contestado diversas vezes pela torcida do Peixe, Goulart procura reconstruir a relação com os torcedores alvinegros. No duelo contra o Coritiba, pela Copa do Brasil, o meia saiu de campo aplaudido após sua substituição. "Fico feliz com o carinho da torcida. Sei da importância e da responsabilidade que tenho ao usar essa camisa, estou me dedicando e tentando procurar fazer o melhor para a equipe, O torcedor tem nos motivado bastante. A Vila Belmiro tem outra energia, isso é incrível"finalizou.

Em jejum de nove partidas sem balançar as redes, o jogador não se desespera pela falta de gols. Seu último tento foi contra o Água Santa, pelo Cmapeonato Paulista, em 19 de março. Para Goulart os gols aparecerão naturalmente, com a dedicação do atleta. Por enquanto, o importante é vencer com o Santos, que volta a jogar neste domingo (15), contra o Goiás, às 19h, em Goiânia, pela sexta rodada do Brasileirão.