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Palmeiras perde Vitor Roque por lesão e enfrenta um novo problema tático na Libertadores

A ausência do camisa 9 muda mais do que a escalação: Abel precisa encontrar novas maneiras de atacar os espaços e ameaçar o Fluminense

Vitor Roque é desfalque confirmado no Palestra - Foto: Marcello Zambrana/AGIF
© Marcello Zambrana/AGIFVitor Roque é desfalque confirmado no Palestra - Foto: Marcello Zambrana/AGIF

A entorse no tornozelo direito tirou Vitor Roque da partida de ida da semifinal da Libertadores, contra o Fluminense, nesta quarta-feira (14), no Maracanã. A baixa exige de Abel Ferreira mais do que uma substituição: o treinador precisa encontrar uma solução que preserve a capacidade ofensiva do Palmeiras sem desmontar a estrutura que vem dando resultado.

O camisa 9 oferece uma combinação difícil de reproduzir: aceleração, profundidade, mobilidade e agressividade para atacar os espaços. Sua movimentação também abre caminhos para os companheiros. Sem ele, o Verdão perde uma ameaça constante nas costas da defesa e precisa encontrar outras maneiras de esticar o campo. A preocupação também carrega o mistério da data de um retorno, já que a SEP não comunicou previsão, apenas informando que a lesão não é grave e que acompanhará o dia a dia da recuperação.

A primeira alternativa está na escolha de quem acompanhará Flaco López e Jhon Arias. Felipe Anderson, Maurício e Ramón Sosa apresentam características diferentes, capazes de mudar a ocupação dos espaços e a dinâmica das combinações. A chave está em escolher o jogador que melhor responde às necessidades do confronto.

Flaco, por sua vez, ganha importância ainda maior neste cenário. Sem a mobilidade de Vitor Roque ao seu lado, o argentino pode precisar assumir mais responsabilidades na referência ofensiva, sustentando a bola e servindo de apoio para as infiltrações. O risco está em deixá-lo isolado entre os zagueiros, transformando a presença na área em uma participação pouco efetiva.

Arias vira a peça-chave sem o Tigrinho no Palmeiras

Nesse cenário, Jhon Arias pode se tornar decisivo. Sua capacidade de conduzir, associar-se e atacar espaços oferece caminhos para aproximar o meio-campo do ataque. Com o colombiano mais participativo por dentro, o Verdão pode compensar parte da profundidade perdida, desde que preserve opções de velocidade pelos lados.

A mudança também precisa ser avaliada à luz do sistema que Abel vem utilizando. A estrutura com três zagueiros e três meio-campistas contribuiu para a consistência recente e deu liberdade aos jogadores mais avançados. Contra o Corinthians, na vitória por 4 a 1, o time mostrou capacidade de acelerar após recuperar a bola. Sem Vitor Roque, preservar essa dinâmica será tão importante quanto definir o substituto.

Há, contudo, uma diferença entre manter o desenho tático e conservar o funcionamento da equipe. Um sistema pode permanecer intacto no papel e perder eficiência se os movimentos dos atacantes não oferecerem as mesmas referências. Por isso, a comissão técnica precisará ajustar as distâncias entre os setores, a ocupação da área e o momento de acelerar as jogadas.

O contexto ainda acrescenta uma dificuldade: Abel está suspenso e não poderá comandar o Palestra à beira do campo no Maracanã. A preparação e a clareza das orientações ganham peso adicional, porque a equipe terá de interpretar os ajustes durante uma semifinal de alta exigência sem a presença do treinador no banco.

Manter a identidade ofensiva é fundamental para o Palestra

Isso não significa que o Verdaço precisa abandonar suas características ou transformar a ausência em uma crise tática. O elenco oferece alternativas, e a escolha pode até favorecer uma distribuição diferente das responsabilidades ofensivas. O importante é evitar que a troca retire do time a capacidade de ameaçar a defesa adversária em transições e de construir ataques com aproximações.

A ausência de Vitor Roque coloca Abel diante de um teste de adaptação: encontrar novas conexões sem sacrificar a organização que levou o Palmeiras à semifinal. O desafio será fazer com que o substituto participe de um mecanismo coletivo eficiente. Em um confronto desse tamanho, não basta preencher o espaço deixado pelo camisa 9, é preciso criar uma resposta para aquilo que o time deixará de ter sem ele.

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