O GP da Hungria de Fómula 1 se tornou uma bagunça após a largada e a quantidade de batidas. Para a Ferrari houve um misto de sentimentos. Carlos Sainz ficou com a terceira colocação, após a desclassificação de Vettel - que havia terminado em segundo. Charles Leclerc acabou envolvido na confusão do início da corrida e, segundo a escuderia italiana, o motor do piloto monegasco sofreu danos irreparáveis.



"A análise realizada ontem em Maranello revelou que o motor estava irreparavelmente danificado e não poderá mais ser usado após o impacto com a Aston Martin de Lance Stroll. Este dano tem um impacto financeiro e ramificações na pista, uma vez que é altamente provável que a equipe seja obrigada a utilizar um quarto motor, incorrendo em punições", comunicou a Ferrari.


O acidente que resultou neste grande problema foi causado pelo piloto Lance Stroll. O canadense da Aston Martin errou o ponto de frear na curva da molhada pista do Circuito de Hungaroring e quase passou com seu carro por cima de Leclerc, que acabou levando Daniel Ricciardo, da McLaren, junto para fora da pista - este sem danos e com condições de continuar a corrida.


Quem também precisou enviar seu motor para a montadora para que fosse verificado se há algum dano mais grave foi a RBR. Valtteri Bottas, da Mercedes, foi outro a cometer um grande erro e fazer um strike na pista, além do jovem da Aston Martin, e o maior prejudicado foi Max Verstappen. A Honda já está em posse para análise.



O chefe da Ferrari, Mattia Binotto, aproveitou para levantar uma questão a ser debatida: "É válido discutirmos isso em um futuro próximo. Se você não é culpado por um incidente, ter tanto prejuízo no teto orçamentário é crucial. Se um piloto sofrer algum dano, a equipe do piloto responsável deveria pagar pelos reparos. Isso os tornará mais responsáveis", foi a sugestão dada, acreditando ser mais justo.