Pelo menos 1000 presos fugiram na tarde desta segunda-feira (16) das unidades prisionais de São Paulo, logo de iniciado vários motins. Houve tumultos no Centro de Progressão Penitenciária de Mongaguá, na Penitenciária de Mirandópolis; no Centro de Ressocialização de Sumaré; no Presídio de Taubaté e no Centro de Progressão Penitenciária de Porto Feliz.
Os motins foram iniciados depois que a Justiça de São Paulo, a pedido do governo do estado vetou as saídas temporárias dos presos, que ocorreria hoje (17). A medida foi tomada para conter o avanço do novo coronavírus.
Não, essa não é a largada de uma prova de corrida de rua. É a fuga de 400 presos em Mongaguá, litoral de São Paulo, agora há pouco. pic.twitter.com/RD9Hx2xaGA
— Ricardo Capriotti (@ricapriotti) March 16, 2020
“A suspensão foi necessária porque o benefício contemplaria mais de 34 mil sentenciados do regime semiaberto que, retornando ao cárcere, poderiam elevar o potencial para instalar e propagar o coronavírus em uma população vulnerável, gerando riscos à saúde de servidores e de custodiados”, informou a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) em nota oficial.
Nota Oficial da @sapsp
Veja! ➡ https://t.co/VkGQrznCgM
— Governo de S. Paulo (@governosp) March 17, 2020
De acordo com a SAP, já foram recapturados 517 presos pela Polícia Militar com o apoio de agentes de segurança penitenciaria. No entanto, a contagem continua para poder determinar o número exato de fugitivos.
Com o avanço do novo coronavírus no país, o Ministério da Saúde anunciou recomendações às autoridades e a população para ajudar a evitar o crescimento de casos confirmados. As recomendações incluem a população carcerária, porém, as autoridades locais devem avaliar cada situação em particular.





