O sonho do Grêmio por Bento ganhou um adversário de peso e colocou o negócio em risco. O Genoa, da Itália, entrou forte na disputa pelo goleiro do Al-Nassr e transformou uma negociação já delicada em um verdadeiro teste de paciência e estratégia para o Tricolor.

Desde os primeiros contatos, a diretoria gremista tratava a possível chegada de Bento como uma operação complexa. O alto salário e a necessidade de ajustes financeiros já exigiam cautela. Agora, com a investida europeia, o cenário mudou de patamar e passou a envolver diretamente o apelo do futebol internacional.
O ponto de virada veio com a entrada do Genoa. O clube italiano enxerga Bento como uma oportunidade estratégica, e a chance de atuar na Europa mexeu com o jogador.
O goleiro avalia o retorno ao Brasil de forma positiva, mas a vitrine europeia pesa, e muito, na tomada de decisão, especialmente em um momento crucial da carreira.
Nos bastidores, a análise é clara!
O salário de R$ 3,3 milhões mensais está fora da realidade do Grêmio, que hoje consegue arcar com menos da metade desse valor. Especialistas apontam que a negociação só avançaria com divisão salarial ou readequações contratuais profundas, alternativas que exigem tempo e boa vontade de todas as partes.

JEDDAH, SAUDI ARABIA – SEPTEMBER 26: Bento Krepski of Al Nassr celebrates victory after winning the Saudi Pro League match between Al Ittihad and Al Nassr at King Abdullah Sports City on September 26, 2025 in Jeddah, Saudi Arabia. (Photo by Yasser Bakhsh/Getty Images)
Mesmo assim, o Grêmio não saiu da mesa. A diretoria segue ativa, monitora o mercado e mantém conversas abertas, ciente de que o desfecho pode acontecer a qualquer momento. A expectativa é de uma definição rápida, já que o avanço do mercado reduz a margem de manobra.
Grêmio vai perder Bento?

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O contexto lembra outras disputas recentes do futebol brasileiro. Em negociações anteriores, clubes nacionais perderam alvos para a Europa justamente pelo peso esportivo e financeiro, mesmo quando o projeto técnico no Brasil era competitivo. Estatisticamente, jogadores em idade de auge, como Bento, costumam priorizar o mercado europeu.








