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Fórmula 1

Campeão mundial da Fórmula 1 elege Grêmio como maior clube do Brasil e empolga torcida

Atual campeão mundial de Fórmula 1, Kimi Antonelli surpreendeu ao escolher o Grêmio como maior clube do Brasil e lembrar Ronaldinho Gaúcho durante passagem por São Paulo.

Foto: Clive Mason/Getty Images
© Getty ImagesFoto: Clive Mason/Getty Images

Kimi Antonelli escolheu o Imortal ao ser questionado sobre o futebol brasileiro, lembrou Ronaldinho Gaúcho e chega ao GP de Interlagos homenageando Ayrton Senna.

O Grêmio ganhou um reconhecimento internacional daqueles que enchem qualquer torcedor de orgulho. Kimi Antonelli, atual campeão mundial de Fórmula 1 e uma das maiores estrelas do automobilismo na atualidade, foi questionado sobre qual seria o maior clube de futebol do Brasil e não titubeou na resposta: escolheu o Imortal. O italiano, piloto da Mercedes, está em São Paulo para disputar o Grande Prêmio de Interlagos, marcado para este domingo (8), e acabou proporcionando um momento especial para a torcida gremista.

Um dos pilotos mais requisitados pelos fãs durante sua passagem pelo Brasil, Antonelli foi questionado sobre futebol e justificou sua escolha com uma lembrança bastante conhecida dos gremistas. “O time que o Ronaldinho jogava antes da Europa”, respondeu o jovem, fazendo referência ao início da trajetória de Ronaldinho Gaúcho no Grêmio. Uma resposta curta, mas que colocou novamente o nome do Tricolor em evidência, agora na boca de um dos maiores nomes da nova geração do esporte mundial.

A declaração ganha ainda mais repercussão pelo momento vivido pelo italiano. Aos 20 anos e 68 dias, Antonelli entrou para a história da Fórmula 1 ao se tornar o campeão mundial mais jovem da categoria, superando o recorde que pertencia a Sebastian Vettel, campeão em 2010 aos 23 anos e 134 dias. O título foi confirmado no último domingo (1º), no México, quando o piloto da Mercedes terminou a corrida na terceira colocação e garantiu matematicamente a conquista. \

Kimi Antonelli tem história de superação e chega ao Brasil homenageando Senna

O sucesso precoce de Antonelli não aconteceu por acaso. O italiano teve uma trajetória construída desde o kart, com apoio fundamental da família e, principalmente, do pai, Marco Antonelli, que também construiu carreira no automobilismo. A experiência paterna foi importante para desenvolver os primeiros conhecimentos do jovem nas pistas, além de oferecer suporte nos momentos mais complicados de sua formação como piloto.

A chegada à Fórmula 1 também exigiu maturidade. No próprio dia em que foi anunciado como titular da Mercedes para 2025, Antonelli sofreu um acidente durante o primeiro treino livre em Monza, justamente diante de sua torcida. A temporada de estreia ainda reservou dificuldades, especialmente durante a passagem europeia, quando chegou a ficar nove corridas consecutivas sem pontuar. Mesmo diante das cobranças e da comparação com o experiente George Russell, seu companheiro de equipe, o italiano conseguiu reagir e demonstrar capacidade de evolução.

A grande virada aconteceu com a mudança de regulamento da Fórmula 1 em 2026. A Mercedes encontrou um carro competitivo e Antonelli soube aproveitar a oportunidade, mostrando agressividade nas disputas e capacidade de adaptação. O próprio Russell reconheceu a velocidade do companheiro, que conseguiu vencer o duelo interno na equipe e assumir protagonismo na disputa pelo título. A vitória em Monza, diante dos torcedores italianos, também foi um momento importante dessa caminhada até a conquista mundial.

Outro detalhe que aproxima Antonelli do público brasileiro é sua admiração por Ayrton Senna. O italiano já revelou diversas vezes o quanto o tricampeão mundial é uma referência para sua carreira. Mesmo tendo nascido 12 anos depois da morte do brasileiro, conheceu suas principais atuações assistindo a gravações de corridas antigas e se impressionou com o talento do ídolo. A admiração é tão grande que escolheu utilizar o número 12 em seu carro, a mesma numeração que Senna carregou em momentos importantes de sua trajetória, inclusive na conquista do primeiro título mundial, em 1988.

A homenagem ganhou ainda mais destaque justamente na chegada ao Brasil. Para o GP de São Paulo, Antonelli preparou um capacete especial com as cores brasileiras e referências à histórica vitória de Senna em Interlagos, em 1991, quando o brasileiro venceu mesmo enfrentando problemas no carro e precisou completar as últimas voltas praticamente sem marchas, utilizando apenas a sexta. O italiano também chegou ao autódromo vestindo uma camisa do Senninha, personagem inspirado no tricampeão. A lembrança de um dos maiores ídolos do esporte brasileiro reforça a conexão que o jovem piloto construiu com o país. \

Reconhecimento internacional reforça grandeza do Grêmio, mas aumenta a cobrança

A escolha de Antonelli não precisa ser tratada como uma declaração de torcida ou como uma relação pessoal com o Grêmio. O que chama atenção é o fato de um jovem campeão mundial, que acompanha o esporte em escala global, associar imediatamente o clube a um dos grandes nomes da história do futebol brasileiro. E não é difícil entender o motivo. O Grêmio construiu uma história que ultrapassa fronteiras, com conquistas continentais, mundiais e jogadores que marcaram gerações, como Ronaldinho Gaúcho, Renato Portaluppi e tantos outros.

Mas existe uma reflexão necessária por trás de uma declaração tão positiva. O Grêmio é gigante, tem uma história que poucos clubes do mundo conseguem apresentar e uma torcida que continua demonstrando sua paixão mesmo diante de temporadas extremamente difíceis. Entretanto, o tamanho da instituição precisa voltar a ser traduzido dentro e fora de campo. Não é aceitável que um clube dessa grandeza passe tantos anos convivendo com o fantasma do rebaixamento, sem conseguir estabelecer uma equipe competitiva e brigar constantemente pelas primeiras posições.

O Grêmio precisa se modernizar, organizar suas finanças, recuperar sua capacidade de investimento e construir um elenco que volte a encher o torcedor de orgulho. Não se trata apenas de contratar grandes jogadores ou conquistar títulos de maneira imediata, mas de desenvolver um projeto consistente, com planejamento, responsabilidade e ambição. A história já está escrita e ninguém pode apagar as conquistas do Imortal. O desafio é construir novos capítulos à altura dessa trajetória. Afinal, se um campeão mundial da Fórmula 1 olha para o futebol brasileiro e aponta o Grêmio como referência, o próprio clube precisa trabalhar para que essa grandeza seja novamente reconhecida também pelos adversários dentro das quatro linhas.

Grêmio tem decisão pela Copa do Brasil neste sábado

Enquanto recebe esse reconhecimento internacional, o Grêmio tem um compromisso decisivo pela frente. Neste sábado (7), às 18h, enfrenta o Atlético-MG na Arena MRV, em Belo Horizonte, pelo jogo de volta das semifinais da Copa do Brasil. Na partida de ida, na Arena, o Imortal venceu por 2 a 0, com gols de Carlos Vinícius e Noriega, e construiu uma vantagem importante para buscar a classificação.

Com o resultado conquistado em Porto Alegre, o Tricolor pode até perder por um gol de diferença que estará garantido na decisão. O adversário na grande final sairá do confronto entre Palmeiras e Vasco da Gama. No primeiro duelo, disputado em São Paulo, o time paulista venceu por 1 a 0 e também chega em vantagem para a partida de volta. Para o Grêmio, avançar representa a oportunidade de voltar a disputar uma decisão nacional e transformar uma temporada de dificuldades em uma campanha de conquistas.

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