A Sociedade Anônima no Futebol, modelo financeiro que transforma o clube em empresa e facilita alguns movimentos de mercado, vem chamandoa atenção no Brasil. Iniciado pelo Bragantino em 2019, na época comprado pelo grupo Red Bull, hoje muitos clubes da primeira divisão já recorrem ao modelo para tentar mudar sua força esportiva. Botafogo, Vasco, Cruzeiro, América-MG e muitos outros se inspiraram no movimento feito pelo time de Bragança Paulista, que em um pouco mais de dois anos foi da Série B a final da Sulamericana e vaga na Libertadores.

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O Goiás, assim como seu rival Atlético-GO, não pretende ficar atrás nesse assunto e já iniciou estudos sobre a SAF. O assunto, porém, requer cautela e muita paciência para ser realizado de maneira responsável e segura. Recentemente o Vasco da Gama, por exemplo, se viu em meio a críticas por buscar o modelo através da empresa 777 Partners.
O grupo tem algumas experiências controversas de gestão esportiva na Europa. Na Espanha a 777 atuou no time de futebol de Granada, onde tentou utilizar manobra política para enfraquecer um dirigente que não concordava com as intenções dos sócios estrangeiros. Já na Itália, a corporação tem maior participação no Gênoa, que foi recentemente rebaixado após 15 anos na Série A. É justamente essa instabilidade que Paulo Rogério Pinheiro, presidente do Goiás Esporte Clube, tenta evitar ao estudar o assunto.

Getty/Francesco Pecoraro – Genoa é rebaixado pela primeira vez após ser adquirido pela 777 Partners como SAF
Pinheiro revelou recentemente em entrevista ao ‘Feras do Esporte’ que o projeto de SAF no clube já está praticamente pronto, faltando apenas votação no conselho deliberativo. O presidente tem, sobretudo, um olhar crítico quanto aos clubes que vêm utilizando esse módulo no país. Para ele é um plano procurado por muitos em meio à crise, quase como um último suspiro de vida para continuar operando o futebol.
“SAF é o futuro. No entanto, não é só ela. O investidor externo é essencial para o Goiás e para todo clube. Sendo assim, não é necessário ser propriamente uma SAF, que está na moda. Em resumo, quem se tornou SAF foram os clubes endividados para poderem entrar em campo. Portanto, a gente não vê nenhum time com as contas em dia que virou SAF. No entanto, o nosso “módulo SAF” já está pronto” – analisa o presidente do clube.








