Depois de voltar a vencer no Campeonato Brasileiro, com a vitória por 2 a 0 diante do Flamengo, no último domingo (19), em casa, o Atlético Mineiro se recuperou em meio a um momento instável dentro de campo. Agora na quarta colocação, com 21 pontos, a equipe comandada por Antonio Mohamed volta à zona de classificação direta à Libertadores, mas ainda está sete pontos atrás do líder Palmeiras.

Entretanto, se as coisas parecem melhorar dentro das quatro linhas, nos bastidores legais do clube, o Atlético vive momento complicado na Justiça, principalmente depois da derrota que sofreu em um processo envolvendo a negociação do zagueiro Frickson Erazo. A Justiça de São Paulo negou o recurso atleticano que pedia a anulação da sentença que condenava o clube a desembolsar R$ 7,3 milhões.

A ação é mais uma das batalhas travadas na Justiça entre o Galo e o empresário André Cury, que teve ligação forte em negociações com o clube nos últimos anos. Ao todo, os mineiros foram condenados a pagar R$ 7,385 milhões, mais correção monetária e juros de 1% ao mês. Se não fosse o bastante, os honorários foram aumentados para 12%. Com isso, o valor do débito deverá ultrapassar R$ 12 milhões.

A lista de processos de Cury contra o Atlético é extensa: atualmente são 28 ações movidas pelo agente que estão em andamento. Entre elas, estão a de jogadores que estão no clube, como Guilherme Arana, mas a maioria é de atletas que já saíram do Galo, como Luan, Lucas Pratto, Marcos Rocha, Vina, Otero e David Terans. A dívida total do clube mineiro, contando juros, honorários e multado, é de cerca de R$ 70 milhões.