O Fluminense vem surpreendendo a maioria dos fãs de futebol ao figurar na parte de cima da tabela. O futebol apresentado pelo time da Laranjeiras só não é novidade ao torcedor tricolor, que desde o início da temporada avisa que a equipe poderia brigar por coisas grandes na temporada. O título do Cariocão em cima do Flamengo foi apenas uma premonição do que estaria por vir.
A queda na Libertadores foi a fase ruim do Flu na temporada. Na visão do treinador Abel Braga a solução seria a troca no comando técnico. Com enorme identificação com o Clube, Abel pediu demissão pela má fase que vivia a equipe na época, depois de vencer o Carioca. Em maio chegouao cargo Fernando Diniz, que trouxe junto a mentalidade de futebol ofensivo, com muito toque de bola. Para o meio-campista Gustavo Nonato, o novo professor impactou muito positivamente o psicológico dos atletas.
“Abel chegou, e o Fluminense vivia uma seca considerável de títulos. Ele conseguiu trazer esse campeonato, foi importante para trazer o torcedor para o estádio e retomar essa confiança. Deu aquele alívio. Claro que sempre há uma turbulência na transição, mas acho que a parte mental que o Diniz implementou na gente foi muito importante. Ele sempre retomava o assunto de quanto a gente era grande, de quanto a gente tinha que se sentir grande. Ele só precisava extrair isso, e acho que ele vem demonstrando isso através dos resultados”, defende Nonato.

Nonato ainda explicou como o treinador consegue melhorar o rendimento da equipe com os treinamentos. O que pertence ao Internacional, e está emprestado ao Flu, disse que Diniz vai dormir tarde da noite estudante lance dos adversários. Após enxergar as armas dos rivais, o técnico tenta em campo colocar em prática exercícios que possam inibir os times em campo.
Fernando Diniz deu sua cara ao Fluminense em pouquíssimo tempo.
Em 3 meses já são muitos os belos gols em jogadas coletivas.
E essa lista poderia ser bem maior… pic.twitter.com/bckcO1WUt0
— Victor Canedo (@vcanedo) August 8, 2022
“É um cara que treina muito, que se dedica muito. Ele fica até de madrugada vendo jogos de outras equipes e os nossos jogos. Ele trabalha com muito vídeo e conversa. No próprio campo, ele pensa em todas as situações possíveis, estuda os adversários. Mas o trabalho mental que é feito é fundamental para puxar o melhor de cada jogador. É uma palavra de confiança. Ele fala: pode errar à vontade e diz que fui eu”, revela o jogador.





