Em entrevista exclusiva para a BBC, Novak Djokovic afirmou que não gostaria de ser associado ao movimento anti-vacina, mas que apoia o direito de escolha de um indivíduo. Ele inclusive está disposto a sacrificar possíveis títulos em prol de sua decisão. Questionado se ficaria de fora de competições por causa de sua posição sobre a vacina, Djokovic respondeu que sim.

"Este é o preço que estou disposto a pagar. Nunca fui contra a vacinação, mas sempre apoiei a liberdade de escolha do que você coloca no seu corpo. Os princípios de decisão sobre o meu corpo são mais importantes do que qualquer título ou qualquer outra coisa. Estou tentando ficar em sintonia com meu corpo tanto quanto for possível", disse o tenista.

O tenista que já venceu 20 torneios Grand Slams em sua carreira, acabou sendo deportado da Austrália em janeiro deste ano e não pôde disputar o Australian Open, vencido por Rafael Nadal, que deixou o sérvio para trás ao chegar ao 21º título. Djoko espera que os critérios de vacinação em torneios de tênis mudem, acrescentando que espera "poder jogar por muitos mais anos".

Ele confirmou que, quando criança, foi vacinado para se prevenir de outras doenças. Disse que sempre foi “grande estudioso do bem estar, da saúde, da nutrição” e que mantém a mente aberta sobre uma futura imunização.

"Para mim, como um atleta profissional de elite, sempre revi e avaliei cuidadosamente tudo o que tomo, os suplementos, a comida, a água ou bebida esportiva, tudo o que entra no meu corpo como combustível. Baseado em toda a informação que tive, decidi não tomar a vacina".

E seguiu: "Eu nunca fui contra a vacinação. Eu entendo que, globalmente, todos estão tentando fazer um grande esforço para lidar com esse vírus e chegar, espero, a um fim em breve para esse vírus".

Caso mantenha sua postura de não se vacinar, Djokovic pode ter que sacrificar também os dois próximos Grand Slams do calendário, Roland Garros e Wimbledon. França exige o passaporte vacinal no controle de entrada de estrangeiros. A Inglaterra não tem a mesma política, mas a organização de Wimbledon disse não ser possível dar ao tenista uma garantia de que ele poderia competir sem estar vacinado.

"Os princípios de tomada de decisão sobre meu corpo são mais importantes do que qualquer título ou qualquer outra coisa. Estou tentando estar em sintonia com meu corpo o máximo que posso", finalizou o número 1 do mundo.