Elon Musk, CEO da Tesla, anunciou em seu perfil no Twitter na última quarta-feira (12) que a empresa de carros elétricos deixou de aceitar Bitcoin como forma de pagamento, pois a mineração da criptomoeda contribui para um maior consumo de combustíveis fósseis.

 

Ele também anunciou que a Tesla não irá mais vender o estoque de $ 1,5 bilhão de dólares em Bitcoin que adquiriu no começo deste ano. Recentemente, a companhia vendeu parte de seu ativo digital da criptomoeda, alavancando seus lucros trimestrais.

Na nota de Elon, ele afirma que a Tesla voltará a aceitar pagamentos com a criptomoeda quando o processo de mineração começar a ser mais sustentável. Por enquanto, ele busca por moedas digitais que “usem menos de 1% da energia por transação”.

"A criptomoeda é uma boa ideia em muitos níveis e acreditamos que ela tem um futuro promissor. Contudo, isso não pode ter um grande custo para o meio ambiente", diz Elon.

A mineração de Bitcoin consome mais energia que todo o país da Argentina, aumentando as emissões de carbono. Porém não há uma solução simples, pois o blockchain usado para a mineração de Bitcoin é ineficiente em termos de energia.

A missão da Tesla é “acelerar a transição do mundo para a energia sustentável”, e usar Bitcoin vai diretamente contra isso. A Tesla foi criticada por especialistas e investidores após sua compra de Bitcoin.

Após o anúncio de Elon, o valor de Bitcoin caiu mais de 10%. Na manhã da última quinta-feira (13), ela estava cotada a $ 49.755,00 dólares (aproximadamente R$ 246 mil). As ações da Tesla também caíram após a declaração de Elon.