No recorte inicial de trabalho no Cruzeiro, Tite apresenta um aproveitamento melhor do que aquele registrado por Leonardo Jardim no começo de sua passagem. Recém-contratado, o treinador assumiu a equipe em meio a um cenário de instabilidade e cobrança por resultados imediatos.

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A diretoria celeste agiu rápido após Leonardo Jardim comunicar que deixaria o clube. Tite foi procurado de forma imediata e, nas primeiras conversas com a cúpula, pediu a manutenção do elenco. A solicitação foi atendida pela diretoria.
Naquele contexto inicial, os resultados — uma vitória e uma derrota — não geraram grande revolta entre os torcedores. Com o passar das rodadas, porém, o cenário mudou. Quando o time titular passou a ser utilizado, o Cruzeiro não apresentou evolução.
Resultados irregulares e pressão crescente
Mesmo com a vitória sobre o Uberlândia, as derrotas para Democrata-GV, Atlético e Botafogo pesaram. O fato de o mesmo elenco que encerrou bem a última temporada não render provocou protestos direcionados ao trabalho de Tite.
A resposta veio neste domingo, 1º de fevereiro. O Cruzeiro venceu o Betim por 1 a 0, pela sexta rodada do Campeonato Mineiro, e voltou a somar três pontos em um momento decisivo da competição estadual.
Mesmo assim, o cenário segue delicado. O Cruzeiro aparece na segunda colocação do Grupo C, com nove pontos, fora da zona de classificação. Apesar disso, a vitória deu fôlego ao time na briga por uma vaga na semifinal. E Tite tem um aproveitamento de 42,8%.
Comparação inevitável com o antecessor
Leonardo Jardim assumiu o Cruzeiro no fim da fase de grupos do Mineiro de 2025 e, em sete jogos somando Estadual, Brasileirão e Sul-Americana, obteve uma vitória, dois empates e quatro derrotas, alcançando 23,8% de aproveitamento.

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Porém, sob seu comando, o Cruzeiro terminou o Campeonato Brasileiro na terceira colocação e chegou à semifinal da Copa do Brasil. Com contrato até o fim de 2026, Jardim optou por deixar a Toca da Raposa em dezembro de 2025, alegando questões pessoais.








