O Corinthians vive um impasse delicado nos bastidores. De um lado, o técnico Dorival Júnior cobra reforços para dar fôlego ao elenco. Do outro, a diretoria enfrenta o desafio de reduzir drasticamente a folha salarial em 2026.

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A meta interna é clara: trabalhar com um orçamento inferior a R$ 30 milhões mensais. Isso representa um corte de cerca de R$ 6 milhões em relação ao encerramento da última temporada, o que limita qualquer movimento no mercado.
Mesmo negociações consideradas “sem custo”, como empréstimos, trocas ou jogadores livres, entram no radar com cautela. O problema não é apenas pagar pela contratação, mas absorver salários dentro de um teto rígido.
Redução não gera alívio imediato
Apesar da saída de seis jogadores desde o início do ano, o impacto financeiro foi menor do que o esperado. O clube ainda arca, total ou parcialmente, com vencimentos de atletas como Félix Torres, hoje no Internacional, e Ryan, emprestado ao Fortaleza.
Esse cenário mantém a folha pressionada e impede avanços mais agressivos no mercado. Internamente, o entendimento é de que ampliar o elenco neste momento contraria diretamente o plano de ajuste financeiro.
Mesmo assim, Dorival segue defendendo a necessidade de reforços, especialmente após a derrota para o Bahia no Brasileirão, quando voltou a falar publicamente sobre a carência de peças no grupo.
Pedidos de Dorival e choque interno
O treinador entende que o Corinthians tem uma base competitiva, mas teme repetir o cenário do ano passado, quando o time sofreu com desgaste e queda de rendimento ao longo da temporada.

Dorival Júnior mexeu no time no 2º tempo – Foto: Joisel Amaral/AGIF.
Segundo apuração, Dorival gostaria da chegada de um lateral-esquerdo, dois volantes, um meia e dois atacantes para fechar o elenco. A ideia é criar disputas internas e manter o nível competitivo em um calendário apertado.
Kaio César deve ser oficializado nos próximos dias e atender a uma das demandas da comissão técnica. Ainda assim, outras posições seguem sem solução imediata.
Financeiro dita o ritmo das decisões
Desde o ano passado, o presidente Osmar Stábile assumiu o compromisso de seguir à risca o plano de reestruturação financeira do clube. O comitê criado para esse fim ganhou peso real nas decisões estratégicas.

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Foi esse grupo, inclusive, que barrou o pagamento de R$ 1 milhão ao São Paulo pelo empréstimo de Alisson, mesmo com o negócio tratado internamente como encaminhado pelo futebol.
O episódio gerou atrito entre os departamentos e escancarou o dilema atual: atender aos pedidos técnicos ou manter o controle financeiro. No Corinthians de 2026, o caixa segue falando mais alto.








