O Corinthians deu um passo decisivo fora de campo e evitou um novo colapso administrativo. Nesta semana, o clube quitou a primeira parcela do acordo com o meia paraguaio Matías Rojas, depositando R$ 20,5 milhões e afastando, ao menos por ora, o risco de novas sanções da Fifa.

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O pagamento é referente à condenação imposta ao Timão por descumprimento contratual e atraso no pagamento de direitos de imagem durante a passagem de Rojas pelo clube, entre 2023 e 2024.
Ao todo, a Fifa determinou que o Corinthians arcasse com cerca de R$ 41 milhões, valor que foi parcelado após acordo entre as partes. A segunda parcela, de R$ 20,7 milhões, deve ser quitada já na próxima semana.
Timão safando do transfer ban
Com o depósito efetuado, o Corinthians eliminou o risco imediato de um novo transfer ban, cenário que poderia comprometer todo o planejamento esportivo para o início da temporada.
Segundo informações divulgadas pelo “Café do Setorista” e confirmadas pelo Lance!, parte do montante utilizado veio da premiação pelo título da Copa do Brasil, conquistado na última temporada. A estratégia da diretoria é clara: usar receitas extraordinárias para destravar pendências e reconstruir a credibilidade do clube perante a Fifa e outros credores internacionais.

O próximo alvo é ainda mais delicado. O Corinthians tenta resolver a dívida de cerca de R$ 30 milhões com o Santos Laguna, do México, referente à contratação de Félix Torres, realizada em 2024. A inadimplência levou a Fifa a punir o clube com proibição de registrar jogadores por três janelas, sanção que vigora desde agosto e trava novas contratações.
Corinthians devendo aos clubes

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Além desse processo, o Timão acumula outros débitos relevantes no futebol internacional. São R$ 6,76 milhões ao Shakhtar Donetsk pelo empréstimo de Maycon, R$ 23,3 milhões ao Talleres pela compra de Rodrigo Garro, R$ 8 milhões ao Philadelphia Union por José Martínez e R$ 6,2 milhões ao Midtjylland pela aquisição de Charles.








