Em decorrência de seis derrotas consecutivas e uma crise que parece sem fim, especialmente com eliminações e uma grande chance de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, a diretoria do Corinthians cogitou a demissão de Fernando Diniz, mas acabou desistindo da ideia e acreditando em uma reviravolta neste momento.
Internamente, mesmo preocupados com tudo que vem acontecendo, os dirigentes corinthianos ainda seguem confiantes de que a atual comissão técnica tem capacidade para encontrar soluções, concluindo que não faria nenhum sentido uma troca no comando, ainda mais pelo fato de que há uma ótima relação com os jogadores.
Números preocupantes:
No entanto, analisando os números, o cenário do técnico fica ainda mais complicado: nessa década, soma o 3º pior aproveitamento entre todos os profissionais que trabalharam no mesmo cargo, estando acima apenas de Mano Menezes e Vanderlei Luxemburgo.
• Ramón Díaz — 60 jogos | 32V, 16E, 12D | 60,92%
• António Oliveira — 29 jogos | 13V, 9E, 7D | 54,32%
• Vágner Mancini — 44 jogos | 20V, 13E, 11D | 54,07%
• Vítor Pereira — 64 jogos | 26V, 21E, 17D | 51,15%
• Cuca — 2 jogos | 1V, 0E, 1D | 50%
• Dorival Júnior — 63 jogos | 25V, 19E, 19D | 49,74%
• Sylvinho — 43 jogos | 16V, 14E, 13D | 48,06%
• Fernando Diniz — 33 jogos | 13V, 9E, 11D | 48%
• Vanderlei Luxemburgo — 34 jogos | 14V, 10E, 10D | 47,36%
• Mano Menezes — 20 jogos | 6V, 5E, 9D | 38%
Resumidamente, o atual treinador corinthiano tem quase o mesmo número de derrotas que Ramón Díaz com praticamente metade dos jogos disputados, cenário que preocupa bastante o clube, mesmo que exista uma esperança de melhora já a partir do próximo jogo, contra o Internacional, no Beira-Rio.
Apoio total do elenco:
De qualquer forma, independentemente de todos esses resultados ruins e críticas recebidas, foi confirmado que Gustavo Henrique, Rodrigo Garro e Memphis Depay procuraram Marcelo Paz para pedir a permanência de Fernando Diniz.
No geral, a grande maioria do elenco também acredita que o trabalho do treinador pode evoluir após a Data Fifa, especialmente contando com o retorno de Yuri Alberto, lesionado há bastante tempo, além de mais tempo para treinar e ajustar a equipe.
Nessa linha, fica muito claro que o grupo do Corinthians avalia que o dia a dia sob o comando de Diniz é intenso e representa uma das melhores rotinas de trabalho que o clube teve nos últimos anos, não havendo justificativa para uma troca.
No entanto, a cobrança tende a ser extremamente mais rígida, sendo tratada como uma obrigação vencer a próxima partida, respirar na tabela de classificação e conseguir apresentar evoluções sem que exista tanta pressão para fugir da zona de rebaixamento no Brasileirão.
Vale lembrar que o Timão, logo após encarar os gaúchos, tem um clássico diante do Palmeiras, considerado um “divisor de águas” para, quem sabe, mudar o clima atual e conseguir focar em situações que envolvem a próxima temporada.





