O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, defendeu mudanças no formato de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, ele afirmou que a queda de quatro clubes por edição torna a disputa ainda mais pesada, considerando o nível de equilíbrio e exigência da Série A.

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Segundo o dirigente, a discussão sobre novos critérios já circula nos bastidores do futebol nacional. Para Teixeira, reduzir o número de rebaixados ajudaria a diminuir a pressão excessiva sobre os clubes ao longo da temporada, sem comprometer a competitividade da competição.
Presidente do Santos defende mudanças no número de rebaixados
Marcelo Teixeira citou a recente experiência no futebol europeu como parâmetro para a discussão. Segundo o dirigente, ligas consideradas referência mundial trabalham com um número menor de rebaixados, mesmo em campeonatos de alto nível técnico. Para ele, esse modelo preserva a competitividade até o fim e permite que os clubes tenham mais estabilidade para desenvolver projetos esportivos de longo prazo.
“O índice de clubes para o rebaixamento é muito alto. Quatro clubes caindo é exagerado para o Campeonato Brasileiro. Conhecemos o modelo inglês e outros regulamentos pelo mundo. Em um campeonato tão difícil como o brasileiro, três clubes para cair e três para subir seria um número mais adequado”, disse.

Presidente do Santos. Foto: Mauricio De Souza/AGIF
Para o presidente santista, diminuir a quantidade de equipes rebaixadas também facilitaria a adaptação dos times que sobem da Série B, oferecendo melhores condições para consolidação esportiva e equilíbrio financeiro: “Você garantiria que clubes que chegam da segunda divisão tenham mais chances de permanecer na primeira divisão”.
Santos brigou contra o Z-4 em 2025
Após cair para a Série B pela primeira vez em sua história, em 2023, o Santos disputou a Segunda Divisão em 2024 e conseguiu o retorno à elite do futebol brasileiro. O acesso marcou um momento de reconstrução, mas expôs as dificuldades do clube no processo de retomada.

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Já em 2025, o Peixe voltou a enfrentar uma campanha instável no Campeonato Brasileiro e passou boa parte da competição ameaçado pelo rebaixamento. A permanência na Série A só foi confirmada na última rodada, após uma reta final de forte pressão.








