O Botafogo freou as conversas para contratar o zagueiro Marco Di Cesare após encontrar resistência do Racing Club nas tratativas. A apuração do jornal O Dia aponta que o clube argentino mantém posição firme pela venda em definitivo, o que esfriou o avanço das negociações nos últimos dias e obrigou a diretoria alvinegra a recalcular a rota no mercado.

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A comissão técnica trabalha com a necessidade de reforçar o sistema defensivo, especialmente pela utilização da linha de três zagueiros no esquema atual. A ideia é contratar dois nomes capazes de atuar pelos lados da defesa, oferecendo velocidade na cobertura e qualidade na saída de bola. Di Cesare surgiu como opção interessante pelo perfil técnico e pela idade, mas o formato do negócio se tornou o principal obstáculo.

TURIN, ITALY – JANUARY 07: Cesare Casadei of Torino celebrates scoring his team’s first goal during the Serie A match between Torino FC and Udinese Calcio at Stadio Olimpico di Torino on January 07, 2026 in Turin, Italy. (Photo by Valerio Pennicino/Getty Images)
Negócio não agradou o Fogão
O Botafogo apresentou uma proposta baseada em empréstimo com opção de compra, em um pacote avaliado em cerca de 4 milhões de dólares. O plano era diluir o investimento e preservar fluxo de caixa nesta janela. No entanto, o Racing deixou claro que só aceita negociar o atleta por meio de venda definitiva.
A pedida do clube argentino gira em torno de 6,5 milhões de dólares, valor considerado elevado pela SAF alvinegra neste momento da temporada. Internamente, o entendimento é de que o montante foge do planejamento financeiro estabelecido, principalmente diante de outras prioridades no elenco.
Outras iinvestidas brasileiras
O cenário se repete em relação a outras investidas brasileiras. O Santos também monitorou a situação do defensor, mas recuou após ser informado de que o Racing deseja receber 80% do valor total à vista. Nos bastidores, a postura mais rígida do clube argentino estaria ligada a experiências recentes consideradas negativas em negociações com equipes do Brasil.
Com a distância entre valores e modelos de pagamento, o Botafogo reduziu o ritmo das conversas e trata a contratação como improvável neste momento. A diretoria não descarta retomar contatos caso haja flexibilização, mas trabalha com alternativas mais viáveis financeiramente.

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Enquanto isso, o nome de Di Cesare vai ficando em segundo plano. O Botafogo entende que precisa agir com estratégia para manter competitividade sem ultrapassar limites.







