A temporada de 2026 começou com mudanças profundas no Atlético-MG. Em poucas semanas, o clube já liberou mais de um time inteiro de jogadores, em um processo de reformulação que atingiu todos os setores do elenco profissional.

- Atlético-MG vê operação por Zé Pedro 'melar'
- Sampaoli exalta Atlético-MG após vitória de virada no Estadual
As saídas ocorreram por diferentes caminhos: vendas, empréstimos, liberações e encerramento de contratos. Parte dos atletas não se firmou tecnicamente, enquanto outros foram negociados dentro de um novo planejamento esportivo e financeiro.
A movimentação também teve impacto direto na folha salarial. Mesmo com investimentos em reforços, o clube conseguiu reduzir gastos mensais e abrir espaço para novas contratações ao longo da temporada. Internamente, a diretoria trata o processo como necessário para readequar o elenco às ideias da comissão técnica e ao cenário financeiro atual, apostando em um grupo mais equilibrado e competitivo.
Folha mais leve e elenco remodelado
Até o momento, a reformulação já representou uma economia superior a R$ 5 milhões em salários. Esse “enxugamento” permitiu ao Galo avançar no mercado e fechar com seis reforços para 2026, distribuídos entre defesa, meio-campo e ataque.
As chegadas fazem parte de um redesenho do elenco pensado para dar mais opções ao técnico Jorge Sampaoli, que participou ativamente das avaliações internas sobre o grupo.

Sampaoli é o técnico do Atlético-MG. Foto: Fernando Moreno/AGIF
Apesar do alto volume de mudanças, a diretoria entende que o elenco ainda está em construção. A janela segue aberta, e novos ajustes são considerados naturais neste momento do calendário. A ideia é equilibrar desempenho esportivo e sustentabilidade financeira, algo que pesou diretamente na decisão de liberar nomes experientes e com salários elevados.
Rony sai, Júnior Santos pode ser o próximo
O último jogador a deixar o Atlético foi Rony, negociado com o Santos. O atacante foi vendido por cerca de 3 milhões de euros, com possibilidade de bônus, encerrando uma passagem abaixo do investimento feito pelo clube mineiro. Outro caso emblemático é o de Júnior Santos. Contratação de alto custo, o atacante não conseguiu se firmar e negocia um empréstimo para o Bahia, em operação que ainda está em andamento.

Veja também
Tapia cresce no São Paulo, chama atenção de europeus, mas Leeds não é um dos interessados
Com a janela aberta até março, novas saídas não estão descartadas. O executivo de futebol Paulo Bracks confirmou que o clube segue atento a oportunidades de mercado. A reformulação, portanto, ainda não chegou ao fim. O Atlético-MG entende que mais ajustes podem acontecer, tanto para liberar espaço quanto para qualificar o elenco ao longo da temporada.








