De saída do Vasco, Pablo Vegetti protagonizou um momento marcante na noite deste domingo, em São Januário. Antes do duelo contra o Nova Iguaçu, válido pela segunda rodada do Campeonato Carioca, o atacante deu uma volta completa pelo gramado e recebeu o carinho da torcida cruz-maltina. Visivelmente emocionado, o camisa 99 foi às lágrimas ao ser aplaudido pelos torcedores, encerrando sua passagem pelo clube de forma simbólica.

Pablo Vegetti, atacante do Vasco da Gama em partida pela Copa do Brasil (Foto: Buda Mendes/Getty Images)
© Getty ImagesPablo Vegetti, atacante do Vasco da Gama em partida pela Copa do Brasil (Foto: Buda Mendes/Getty Images)

Acompanhado da esposa Joselina e dos dois filhos, Vegetti recebeu homenagens do presidente Pedrinho. O dirigente entregou ao atacante uma camisa com o número 143, em referência ao total de partidas disputadas pelo argentino com a camisa do Vasco, além de uma chuteira personalizada com a Cruz de Malta, seu nome e o número 60, que representa a quantidade de gols marcados pelo centroavante no clube.

Motivos da saída e novo destino

Aos 38 anos, Vegetti seguirá a carreira no Cerro Porteño, do Paraguai, onde assinou contrato válido por três temporadas. Durante as negociações, o atacante comunicou oficialmente à diretoria vascaína o desejo de deixar o clube, entendendo que esta seria a última oportunidade de garantir um vínculo mais longo na reta final da carreira profissional.

O Vasco não criou obstáculos para a saída do jogador e conduziu todo o processo com respeito, reconhecendo a importância de Vegetti dentro e fora de campo. Apesar de não gerar receita aos cofres do clube, a saída permitirá economia salarial, já que o argentino figurava entre os atletas de maior vencimento do elenco cruz-maltino.

Jogo fraco e vaias da torcida

Dentro de campo, o Vasco empatou em 0 a 0 com o Nova Iguaçu, em uma atuação abaixo do esperado. A equipe comandada em um 4-2-3-1 teve maior posse de bola, mas criou pouco ofensivamente. No primeiro tempo, o Cruzmaltino não acertou nenhuma finalização no gol adversário, enquanto o Nova Iguaçu levou perigo, inclusive acertando a trave com Xandinho.

A impaciência da torcida se fez presente ainda na etapa inicial, com vaias direcionadas principalmente ao meia Matheus França. No segundo tempo, o Vasco até rondou mais a área adversária, mas sem transformar o domínio territorial em chances claras. Léo Jardim ainda precisou trabalhar para evitar o pior em contra-ataques, garantindo o empate em São Januário.

O Vasco volta a campo na próxima quarta-feira (21), às 21h30, quando enfrenta o Flamengo no Maracanã, pelo primeiro clássico da temporada. Na sequência, o Cruzmaltino encara o Boavista, no domingo (25), às 20h30, no Estádio Elcyr Resende, em Saquarema.