O torcedor do Vasco foi pego de surpresa com o pedido de rescisão contratual de Philippe Coutinho. Além de perder uma liderança importante, o técnico Fernando Diniz recebe um duro golpe em relação à manutenção da sua engrenagem tática.

Mesmo sendo vaiado nos últimos dois jogos contra Bahia e Volta Redonda, o meia vinha sendo o epicentro do jogo de Diniz. Em levantamento detalhado do Bolavip Brasil, Coutinho seria responsável por cerca de 40% de toda a produção ofensiva cruzmaltina.
Ainda que o momento do camisa 10 se mostrava abaixo, o setor criativo da equipe gravitava quase que exclusivamente em torno de Coutinho, com uma média impressionante de 3,33 oportunidades criadas por partida, se colocarmos os jogos do segundo semestre de 2025 até hoje.
Entendendo a perda do Vasco
Um ponto importante é que Coutinho era quem mais arriscava para furar bloqueios adversários, somando quase 6 chutes por jogo. Sem o craque, Vasco perde o jogador que detém 38% de precisão em finalizações perigosas, sendo muitas vezes o único recurso individual.
Além do volume de jogo, a efetividade do “Cria” em campo será difícil de repor. Ele participou diretamente de gols em mais de 57% das partidas que disputou neste início de ano, fazendo três gols e dando uma assistência em sete jogos.
Em 2025, o camisa 10 esteve em campo em 56 jogos, marcando 11 gols e dando cinco assistências. Dessa forma, assumindo um protagonismo de quase 30% em participações diretas.
Saída de Coutinho abala bastidores
Nesta quarta-feira (18), o jogador de 33 anos soltou um comunicado nas redes sociais confirmando o seu pedido de rescisão contratual, algo que foi informado deforma antecipada pelo jornalista Flávio Dias, do canal Atenção Vascaínos.
Coutinho tinha contrato até o meio desta temporada e uma renovação vinha sendo debatida nos bastidores. De acordo com o próprio meia, a decisão partiu após um “esgotamento mental” nos últimos jogos.