Copa do Mundo não costuma perdoar distrações. Ao analisar o sorteio do Grupo C, Carlo Ancelotti deixou claro que o Brasil não terá margem para relaxamento em 2026.

O caminho do Brasil na Copa de 2026 – Foto Marlon CostaAGIF
O caminho do Brasil na Copa de 2026 – Foto Marlon CostaAGIF

Difícil. Marrocos foi muito bem na última Copa, a Escócia tem um time sólido, muito sólido, bastante difícil. Temos que jogar bem e tentar terminar em primeiro do grupo. O primeiro jogo será muito importante“, disse o treinador em entrevista em dezembro de 2025.

Marrocos, Escócia e Haiti formam uma chave que exige foco absoluto desde a primeira rodada. Em torneios curtos, a diferença entre liderança tranquila e tensão precoce costuma estar em pequenos episódios dentro de campo.

Como chegam as equipes da chave?

Marrocos chega com moral após campanhas recentes consistentes e mantém uma estrutura sólida. A Escócia é reconhecida pela organização e intensidade, um tipo de adversário que impõe desgaste físico e mental.

O Haiti, por sua vez, corre por fora, mas justamente por isso pode se tornar armadilha. Ancelotti foi direto ao classificar o grupo como difícil e reforçou que a estreia terá peso determinante na construção da confiança. O planejamento fora das quatro linhas também entrou no radar. Com partidas marcadas para cidades como Nova York, Nova Jersey, Filadélfia e Miami, a comissão técnica priorizou uma base que reduzisse deslocamentos e desgaste.

Dentro do elenco, a espinha dorsal está praticamente definida. O treinador já indicou que mantém uma base consolidada das Eliminatórias, apostando em cerca de 18 nomes considerados pilares do projeto.

SP – SAO PAULO – 10/06/2025 – ELIMINATORIAS COPA DO MUNDO 2026, SELECAO BRASILEIRA X PARAGUAI – Danilo jogador da Selecao Brasileira durante a partida entre Brasil e Paraguai na Neo Quimica Arena em Sao Paulo (SP), pelas Eliminatorias da Copa do Mundo 2026. Foto: Marlon Costa/AGIF

Base definida e rigor na lista final

A lista final, porém, ainda reserva debates e não foi definida. Neymar segue como peça importante, mas sua presença dependerá exclusivamente de condição física plena. O grupo será fechado com critérios técnicos e físicos, dentro de uma lógica competitiva que aproxima a Seleção do modelo europeu de gestão.

Há também o desafio de equilibrar disciplina tática e criatividade. O futebol brasileiro sempre se apoiou no talento individual, mas as últimas Copas mostraram que organização coletiva e controle emocional fazem diferença contra seleções estruturadas.

Equilíbrio entre talento e organização

O ciclo até 2026 já começa marcado por instabilidade nos bastidores, o que aumenta a responsabilidade do comando técnico em dar segurança ao grupo. Em Copas, ambiente interno sólido costuma refletir em campo.

No fim, campanhas vencedoras não são decididas apenas por grandes atuações, mas por detalhes quase invisíveis. O caminho do Brasil na Copa de 2026 já começou e, como sempre, será definido nos pequenos detalhes que separam sonho e frustração.