A Seleção Brasileira está prestes a definir os seus 26 representantes para a Copa do Mundo no Qatar. O responsável por essa complicada missão é o professor Tite, que após a realização do mundial de seleções, irá ‘descer’ de seu cargo no comando do esquadrão brasileiro e pretendevoltar a treinar algum clube.
Nestas últimas semanas, o comandante da Seleção Brasileira tem feito uma espécie de ‘tour’, onde responde às mais diversas perguntas. Em entrevista exclusiva ao portal Superesportes, Tite afirmou que pretende repetir suas atitudes de 2018 (quando Temer era o presidente)e não vai passar por Brasília para visitar Jair Bolsonaro, nem antes e nem depois, independente do resultado.
“Eu, particularmente, (não vou à Brasília) nem na ida, nem na volta, nem ganhando e nem perdendo. A mesma resposta que dei há cinco anos. Algumas coisas a gente reformula, reformata, não temos a mesma opinião o tempo todo. Mas essa permanece inalterada“, revelou o treinador.
Em outro momento da entrevista, Tite explicou o porquê de sua decisão. Para o comandante, a Seleção Brasileira é algo que o ensinou muito, desde pequeno, assim como o esporte em geral, então não vê motivos para atrelar isso com a situação política atual do país.
“Eu vejo a Seleção Brasileira como um patrimônio cultural e esportivo. Eu fui educado através do esporte. Eu coloco uma história, agora, falando para vocês, não para ser herói de alguma coisa, mas tampouco para me dramatizar. Apenas para fazer algumas conexões que a gente acha importante, que na vida das pessoas que estão nos ouvindo elas tenham essa condição de ter também esse processo: eduque através do esporte“, concluiu Tite.





