O São Paulo vive dias de expectativa e mistério em torno de Lucas Moura. O camisa 7 passou por uma artroscopia no joelho direito, no último sábado (30), mas não tem prazo definido para voltar aos gramados.

Moises Cohen, consultor médico do São Paulo, explica situação de Lucas e mantém mistério sobre retorno. Foto: Fabio Giannelli/AGIF
© Fabio Giannelli/AGIFMoises Cohen, consultor médico do São Paulo, explica situação de Lucas e mantém mistério sobre retorno. Foto: Fabio Giannelli/AGIF

O clube sonha em tê-lo pelo menos no duelo de volta contra a LDU, pelas quartas da Libertadores, mas o próprio departamento médico evita alimentar ilusões.

Moises Cohen, consultor médico do Tricolor, concedeu entrevista ao Globo Esporte e falou da situação do atleta. Segundo ele, o procedimento foi simples e serviu para retirar uma fibrose que atrapalhava a movimentação do jogador.

O ligamento está cicatrizado, firme, estável. O que havia era um tecido cicatricial, que foi retirado. É um joelho normal, de atleta. Agora, dor é algo subjetivo, e só ele pode dizer como se sente. A evolução depende dele“, explicou ao ge.

Entre traumas e retornos

A cirurgia é o capítulo mais recente de uma novela que começou em março, no clássico contra o Palmeiras, quando Lucas sofreu o primeiro trauma no joelho direito. Depois, uma nova queda em maio, diante do Alianza Lima, agravou o incômodo. Desde então, vieram paradas, retornos breves e novas dores, até a decisão pela artroscopia.

Em julho, o meia-atacante já havia passado por uma intervenção menos invasiva para aliviar sintomas e acelerar a volta ao time. Ele chegou a disputar quatro jogos, mas a queixa nunca desapareceu.

O exame mostrava evolução, mas ele ainda relatava incômodo. A artroscopia foi a forma de olhar por dentro e resolver o problema. É um procedimento rápido, com recuperação variável. Em média, um mês. Mas cada caso é único“, completou Cohen.

Cirurgia descartada

Entre especialistas, cresceu a especulação de que Lucas poderia precisar de uma reconstrução ligamentar. O médico, no entanto, afastou a hipótese: “Uma lesão parcial, sem instabilidade, não tem indicação cirúrgica. O protocolo do São Paulo foi seguido à risca, e a fisioterapia foi feita corretamente. É injusto apontar o departamento médico como culpado“, disse.

Expectativa em aberto

O São Paulo aguarda, confiante, mas sem garantias. A presença de Lucas contra a LDU seria um alívio técnico e emocional, mas a definição está, literalmente, no joelho e na recuperação do camisa 7.