O empate do São Paulo contra o Santos, na Vila Belmiro, serviu para reforçar uma constatação que já vinha se desenhando desde o início da temporada: Danielzinho deixou de ser apenas uma boa contratação para se tornar uma peça estrutural no time de Hernán Crespo.

Danielzinho assume papel central no São Paulo e sustenta equilíbrio em clássico contra o Santos – Marcello ZambranaAGIF
Danielzinho assume papel central no São Paulo e sustenta equilíbrio em clássico contra o Santos – Marcello ZambranaAGIF

O volante, que chegou após se destacar pelo Mirassol, assumiu rapidamente um papel central em um meio-campo que precisava de equilíbrio, leitura de jogo e presença constante em todos os setores, especialmente em partidas de maior exigência.

Contratado sem o rótulo de estrela, Danielzinho encontrou no Morumbi o cenário ideal para potencializar um estilo que sustenta o funcionamento coletivo, mesmo sem chamar atenção pelo brilho individual.

SP – SANTOS – 04/02/2026 – BRASILEIRO A 2026, SANTOS X SAO PAULO – Danielzinho jogador do Sao Paulo durante partida contra o Santos no estadio Vila Belmiro pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Danielzinho transforma regularidade em protagonismo tático

Contra o Santos, foi novamente o jogador que mais roubou bolas, comandou a proteção defensiva e ajudou a dar fluidez à saída de jogo, aparecendo por diferentes setores do campo como opção constante.

O desempenho reforça a impressão de que o volante trouxe ao elenco algo que o clube buscava havia tempo: um meio-campista capaz de conectar setores sem quebrar o ritmo da equipe.

No Mirassol, Danielzinho já era reconhecido pela regularidade e leitura tática. No São Paulo, essas virtudes ganharam outra dimensão, agora testadas em clássicos e jogos de maior pressão.

Calleri mantém impacto decisivo no ataque tricolor

Enquanto Danielzinho organiza o meio, o setor ofensivo segue encontrando em Jonathan Calleri sua principal referência, especialmente no jogo aéreo, onde o argentino volta a ser determinante. O atacante chegou aos 14 gols em clássicos paulistas e igualou número de Luciano, companheiro de equipe, e Gabigol.