Após estrear com triunfo sobre o Novorizontino pelo Campeonato Paulista, o Santos volta a jogar nesta quarta-feira (14), às 19h30, quando encara o rival Palmeiras, na Arena Barueri, em Barueri, no primeiro clássico da temporada 2026.

O clássico diante do atual vice-campeão brasileiro é a chance de o volante Willian Arão finalmente se firmar no Peixe. Depois de atravessar um período complicado por conta de lesões e reconquistar seu espaço, o atleta iniciou a temporada como capitão da equipe, exercendo uma liderança compatível com quem pode orientar até mesmo o astro Neymar.
Arão realizou toda a pré-temporada sem sentir dores e permaneceu em campo durante os 90 minutos na vitória por 2 a 1 sobre o Novorizontino. No entanto, sua primeira grande conquista veio ainda antes, ao conseguir se livrar das dores na região próxima ao tendão de Aquiles, que haviam atrasado sua evolução no clube.
Willian Arão celebrou fim da dores na pré-temporada
“Eu comentava com um amigo: conseguir fazer a pré-temporada sem dor, realizar os exercícios sem limitação. Eu não conseguia nem saltar, era uma lesão complicada. Poder não me poupar me deixou muito feliz, é uma vitória pessoal”, afirmou o jogador, em entrevista ao GE.
“Quando você supera um problema que te incomodou por tanto tempo, passa a não pensar mais nisso, não sente mais dor. Lesão faz parte da carreira, estamos expostos o tempo todo. Para mim, isso é uma grande vitória”, completou.
A vitória pessoal mencionada por Arão consolida o bom momento que já vinha sendo construído no fim de 2025. Com sua presença, o Santos apresentou evolução, escapou do rebaixamento e garantiu vaga na Copa Sul-Americana.
Volante passou dicas para o craque Neymar
O volante se transformou em uma das principais referências da equipe comandada por Juan Pablo Vojvoda, com liberdade e autoridade para organizar o time dentro de campo. Nem mesmo Neymar ficou de fora das orientações do experiente jogador de 33 anos.
“Falei para o Ney que ele não precisava voltar tanto, que eu conseguiria fazer a bola chegar lá na frente. Dizia: ‘vou fazer a bola chegar e, se não chegar, você me cobra, porque essa é a minha função’. Primeiro, meu papel é defender, roubar a bola, mas também preciso entregar a bola com qualidade”, finalizou.