O Santos iniciou 2026 imaginando um novo cenário para Benjamín Rollheiser. Com Neymar fora por cirurgia no joelho, a expectativa interna era de que o argentino assumisse o protagonismo ofensivo da equipe.

SP – BARUERI – 14/01/2026 – PAULISTA 2026, PALMEIRAS X SANTOS – Rollheiser jogador do Santos durante partida contra o Palmeiras no estadio Arena Barueri pelo campeonato Paulista 2026. Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
© Ettore Chiereguini/AGIFSP – BARUERI – 14/01/2026 – PAULISTA 2026, PALMEIRAS X SANTOS – Rollheiser jogador do Santos durante partida contra o Palmeiras no estadio Arena Barueri pelo campeonato Paulista 2026. Foto: Ettore Chiereguini/AGIF

Janeiro passou, fevereiro começou, e a resposta esperada não veio. O meia-atacante recebeu sequência, assumiu funções centrais na criação, mas não conseguiu transformar espaço em impacto técnico dentro das partidas.

A ausência de Neymar abriu uma janela rara no elenco santista. Sem o camisa 10, Rollheiser passou a ser visto como o principal organizador do jogo, especialmente no sistema montado por Juan Pablo Vojvoda.

O desempenho, porém, ficou aquém do que o clube projetava. Internamente, avaliações apontam que faltou regularidade, imposição e influência direta no ritmo ofensivo da equipe.

Espaço existiu, mas resposta não veio

A comissão técnica entende que oportunidades não faltaram. Rollheiser iniciou partidas, teve liberdade de movimentação e participação constante na fase ofensiva, mas não conseguiu se consolidar como o “cara do time”.

SP – SAO PAULO – 31/01/2026 – PAULISTA 2026, SAO PAULO X SANTOS – Benjamin Rollheiser jogador do Santos durante partida contra o Sao Paulo no estadio Morumbi pelo campeonato Paulista 2026. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Em 40 jogos pelo Santos, sendo 29 como titular, o argentino soma apenas três gols e três assistências. Os números modestos pesam ainda mais quando analisados dentro do contexto atual, sem Neymar em campo.

O detalhe que chama atenção nos bastidores é que apenas uma dessas participações diretas em gols aconteceu com Neymar atuando, reforçando a leitura de que o protagonismo ainda não se sustenta sozinho.

Expectativa vira questionamento interno

Contratado por cerca de 11 milhões de euros, Rollheiser chegou cercado de expectativa e rapidamente assumiu protagonismo em momentos decisivos em 2025, especialmente na luta contra o rebaixamento.

Gols nos acréscimos, assistências em clássicos e atuações pontuais importantes fizeram dele um “reserva de luxo” no fim da última temporada. O cenário agora é diferente.

Com Neymar fora e espaço aberto, a diretoria esperava uma afirmação definitiva. A falta dessa resposta começa a gerar questionamentos internos, embora o clube ainda mantenha confiança no potencial do atleta.