Palmeiras e Santos protagonizaram um Clássico da Saudade marcado pelo equilíbrio, intensidade e poucas chances claras de gol na noite desta quarta-feira (14), no Allianz Parque, pela segunda rodada do Campeonato Paulista de 2026. Em um duelo truncado e de muitas faltas, o Verdão foi mais eficiente e saiu vencedor ao aproveitar uma oportunidade decisiva ainda na etapa inicial.

Gabriel Barbosa, atacante do Santos em partida pelo campeonato paulista (Foto: Raul Baretta/ Santos FC)
Gabriel Barbosa, atacante do Santos em partida pelo campeonato paulista (Foto: Raul Baretta/ Santos FC)

Mesmo sem grande volume ofensivo, a equipe alviverde soube explorar um erro defensivo do rival e construiu a vantagem que sustentou até o apito final. Já o Peixe mostrou competitividade, mas voltou a esbarrar na dificuldade de transformar posse e presença ofensiva em finalizações efetivas.

Primeiro tempo truncado e gol no detalhe

O início da partida foi marcado por forte disputa física e muitas interrupções. As equipes encontraram dificuldades para manter fluidez no jogo, principalmente no meio-campo. Aos 12 minutos, o Palmeiras teve um problema importante: Andreas Pereira precisou deixar o gramado após sentir o ombro em uma dividida com Igor Vinícius, sendo substituído precocemente.

A melhor chance do Santos na etapa inicial surgiu aos 16 minutos. Barreal cruzou com precisão para Lautaro Díaz, que apareceu bem na pequena área, mas cabeceou nas costas de Khellven e desperdiçou a oportunidade de abrir o placar. O lance representou o melhor momento ofensivo do Peixe no primeiro tempo.

Mesmo com poucas chances, o Palmeiras foi letal quando teve espaço. Aos 40 minutos, Allan encontrou Flaco López em profundidade. O atacante devolveu para o jovem da base, que apareceu livre na área e empurrou para o fundo das redes, colocando o Verdão em vantagem antes do intervalo.

Santos pressiona, Palmeiras administra no segundo tempo

Na volta do intervalo, o Santos tentou assumir maior protagonismo. A equipe adiantou suas linhas, passou a circular mais a bola no campo ofensivo e buscou alternativas pelos lados do campo. Apesar do maior controle territorial, o Peixe encontrou dificuldades para romper a organização defensiva palmeirense.

O Palmeiras, por sua vez, adotou postura mais reativa. Com a vantagem no placar, o time passou a explorar transições rápidas e tentou ampliar o marcador em jogadas pontuais, sem se expor defensivamente. O confronto seguiu muito disputado no meio-campo, com faltas, disputas intensas e poucas oportunidades claras de gol.

As substituições deram novo ritmo ao jogo nos minutos finais, aumentando a intensidade e a pressão santista. Ainda assim, o Verdão conseguiu controlar o cenário e manter a vantagem até o fim, garantindo mais um resultado positivo no início do Estadual.