A classificação do Grêmio no Campeonato Gaúcho trouxe alívio dentro de campo, mas foi fora das quatro linhas que um episódio inesperado chamou atenção. Em jogos de mata-mata, o peso emocional costuma extrapolar o resultado, e decisões tomadas sob pressão acabam ganhando novos desdobramentos após o apito final.

Ainda sob reflexos de clássicos recentes, o ambiente no entorno da Arena seguia carregado. O Gre-Nal anterior, marcado por tensão e um lance polêmico, ainda rendia comentários entre torcedores e jogadores. Dessa forma, qualquer gesto simbólico passou a ter grande repercussão.
Encontro na Arena encerra mal-estar do Gre-Nal
Somente depois da saída dos jogadores da Arena o episódio ganhou contornos públicos. Marlon, lateral do Grêmio e reserva na vitória por 1 a 0 sobre o Novo Hamburgo, encontrou o funcionário que havia sido atingido por uma bolada durante o último Gre-Nal, no Beira-Rio.
Os dois conversaram de forma tranquila e colocaram um ponto final no mal-estar que havia se criado após o clássico. O encontro, que não estava previsto no roteiro da noite, mudou o tom do pós-jogo e rapidamente ganhou atenção nos bastidores e nas redes sociais.
Pedido de desculpas e gesto simbólico repercutem
Após o encontro, Marlon utilizou suas redes sociais para relatar o momento. O lateral reforçou que o lance ocorrido no Gre-Nal foi acidental e aproveitou a oportunidade para se desculpar pessoalmente. Como símbolo de reconciliação, entregou ao funcionário uma camisa oficial do Grêmio autografada.
O profissional aceitou o gesto e afirmou que a situação estava resolvida. A troca simbólica foi vista internamente como um gesto de maturidade e ajudou a esfriar o clima criado após o clássico.
Rivalidade segue, mas gesto ganha peso pedagógico
No Gre-Nal, o chute fora de jogo havia gerado forte reação de jogadores do Inter, como Rochet e Alan Patrick, e contribuiu para inflamar ainda mais o ambiente em campo. Por isso, o reencontro na Arena ganhou peso além do simples pedido de desculpas.
O gesto de Marlon foi interpretado como uma sinalização de respeito em meio a um contexto de rivalidade extrema, algo valorizado inclusive por dirigentes nos bastidores.