O Grêmio entra em campo neste sábado, às 16h30, contra o Juventude, na Arena, com uma proposta clara: preservar, rodar e observar. Já classificado às quartas de final do Gauchão, o Tricolor usará a última rodada da fase inicial como parte do planejamento físico da temporada.

Após duas derrotas fora de casa, diante de Inter e Fluminense, o retorno ao seu estádio surge como cenário ideal para ajustes. O técnico Luís Castro entende que o momento pede controle de carga, especialmente pelo início simultâneo do Campeonato Brasileiro.
A decisão passa diretamente pelo aspecto físico. Internamente, a comissão técnica avalia que insistir em força máxima agora pode custar caro mais adiante. Por isso, o rodízio não é visto como improviso, mas como estratégia alinhada ao calendário pesado que o Grêmio enfrentará nas próximas semanas.
Rodízio como método e não como exceção
Após a estreia no Brasileirão, Luís Castro foi direto ao explicar sua filosofia. Para o treinador, críticas externas fazem parte do jogo, mas as decisões seguem critérios internos e objetivos claros. Ele reforçou que o dia a dia de treinos pesa mais do que a repercussão momentânea dos resultados.
Com isso, jogadores que vinham recebendo menos minutos devem ganhar oportunidade. Nomes como Viery, Pavón, Monsalve e Enamorado aparecem como candidatos a iniciar a partida, enquanto atletas mais desgastados tendem a ser preservados para evitar riscos físicos.
O entendimento do departamento técnico é de que esse tipo de rotação ajuda não só na recuperação, mas também na construção de um elenco mais competitivo. Ao testar peças agora, o Grêmio amplia alternativas para momentos decisivos da temporada.
Foco já está no Brasileirão
O principal compromisso no radar gremista é o duelo da próxima quarta-feira, às 21h30, contra o Botafogo, novamente na Arena, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. A ideia é chegar a esse jogo com o elenco em melhores condições físicas e com menos risco de lesões.
A provável escalação desenhada pela comissão técnica tem: Gabriel Grando; Marcos Rocha, Balbuena (Noriega), Viery e Caio Paulista; Dodi, Tiaguinho, Pavón, Monsalve e Enamorado; André Henrique. Mudanças ainda podem ocorrer até momentos antes da bola rolar.
Mesmo com uma formação alternativa, o discurso interno é de competitividade. O Grêmio entra em campo para manter o ritmo, testar soluções e reforçar a ideia de que o rodízio faz parte do projeto, não de uma escolha pontual.