Campeão por Flamengo e Corinthians, Felipe Paredão revelou para quem vai torcer na decisão da Supercopa do Brasil entre os dois clubes. Atualmente no futebol de Luxemburgo, o goleiro falou sobre o confronto marcado para domingo (1º), em Brasília, no estádio Mané Garrincha.

Em entrevista exclusiva ao Bolavip Brasil, Felipe foi questionado sobre sua torcida na final e não evitou a resposta, mesmo reconhecendo o peso emocional de enfrentar dois clubes marcantes de sua carreira. Segundo o goleiro, apesar da ligação com ambas as equipes, o fator emocional ligado à sua origem pesa no momento da decisão.
“Não tem como o coração não ficar dividido nesse momento, né? São duas equipes onde tive a felicidade de jogar bastante tempo, de conquistar títulos. Joguei com grandes jogadores, mas todos sabem, nunca foi algo que escondi, que sempre fui flamenguista desde criança. Nasci no Rio de Janeiro, minha família é toda do Rio. Contra todo mundo que o Corinthians jogar, vou estar sempre torcendo a favor do Corinthians. Mas contra o Flamengo, pesa um pouquinho, o coração um pouquinho mais flamenguista”, iniciou Felipe.
Análise da decisão e histórico dos clubes
Apesar da preferência revelada, o goleiro ressaltou o equilíbrio da decisão e o peso histórico de Flamengo e Corinthians em confrontos decisivos dos últimos anos.
“Eu projeto a final como sendo um grande jogo, né? São duas grandes equipes, as duas maiores torcidas do país, que nos últimos anos já vêm se enfrentando em decisões. Já se enfrentaram em decisões da Copa do Brasil, quartas ou semifinais da Libertadores, então já tem essa rivalidade bastante grande. Qualquer um pode levar”, analisou.
Felipe também comentou as transformações vividas nos dois clubes durante sua passagem, destacando os processos de reconstrução que levaram Flamengo e Corinthians a patamares mais elevados em relação ao período em que atuou por ambas as equipes.
A passagem pelos clubes
Felipe consolidou-se como uma figura central na reconstrução do Corinthians entre 2007 e 2010, acumulando 193 partidas e tornando-se um ícone de segurança em um dos períodos mais desafiadores do clube. O goleiro foi protagonista no acesso à elite em 2008 e peça fundamental nas conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil em 2009.
Ao desembarcar na Gávea em 2011, o arqueiro manteve o protagonismo e defendeu o Flamengo em 188 jogos, alcançando marcas vitoriosas com o bicampeonato carioca e o título da Copa do Brasil de 2013. O ciclo de Felipe no clube foi encerrado no final de 2014, totalizando um expressivo retrospecto de 381 atuações, somando as trajetórias pelos dois clubes de maior torcida do país.