Em sua época de Palmeiras e também de Parque Antártica, Luiz Felipe Scolari batizou um grupo que ficava atrás do banco de reservas do time da casa como “turma do amendoim”. Segundo o técnico, hoje no Grêmio, se tratavam de torcedores que criticavam tudo, o tempo inteiro. Essas pessoas ainda existem e quem sofre agora é Abel Ferreira, atual comandante alviverde.

Depois de ganharLibertadores, Brasileirão e Copa do Brasil, o português ainda é criticado por alguns torcedores e parte da imprensa. O treinador, por sua vez, defende seu grupo de jogadores e busca não entrar em confronto – apesar de se irritar algumas vezes com perguntas relacionadas às suas preferências de jogo. Outro problema é a falta de reforços.
Por mais de uma vez, Abel cobrou publicamente a necessidade de contratações e mandou diversas (in)diretas para a direção palmeirense, quealega falta de recursos. Além disso, o ‘Portuga’ pode perder atletas que hoje são considerados titulares, como Wesley e Viña. Após a vitória diante do Atlético-GO, neste domingo (18), Abel ironizou essa possibilidade.
“A diretoria, depois do CRB, deixou clara qual era a prioridade. Está claro para todos. Não vale a pena falar sobre isso. É sinal que o grupo está fazendo um bom trabalho”, disse Abel Ferreira em entrevista coletiva em Goiânia, onde o Verdão bateu o Atlético por 3 a 0. Nesta semana, a Roma, da Itália, formalizou uma proposta por Viña e pretende tirá-lo da Academia.
Segundo o UOL Esportes, os italianos estariam dispostos a pagar 10 milhões de euros (pouco mais de R$ 60 milhões) por 100% dos direitos econômicos do uruguaio. O Palmeiras é dono de ‘apenas’ 57,5% do passe do jogador e pede 14 milhões de euros (R$ 84 milhões), assim ficando com R$ 48 milhões. O lateral possui o desejo de atuar na Europa.