O Fluminense venceu o Flamengo por 2 a 1 neste domingo, no Maracanã, pela quarta rodada do Campeonato Carioca, em um clássico marcado por chuva intensa, paralisação prolongada e, principalmente, pela execução estratégica do técnico Luis Zubeldía. Os gols tricolores foram marcados por Serna e John Kennedy no segundo tempo, enquanto Cebolinha descontou para o Rubro-Negro.

Zubeldia, técnico do Fluminense em partida pelo campeonato carioca (Foto: Wagner Meier/Getty Images)
© Getty ImagesZubeldia, técnico do Fluminense em partida pelo campeonato carioca (Foto: Wagner Meier/Getty Images)

O resultado colocou o Fluminense na liderança do Grupo A, enquanto o Flamengo segue pressionado, ocupando a zona de disputa do quadrangular do rebaixamento. Mais do que o placar, a atuação reforçou a identidade que o treinador argentino vem tentando consolidar desde o início da temporada.

Aposta clara nos lados do campo

Zubeldía foi ao clássico com o que tinha de melhor e deixou evidente sua estratégia ofensiva. O Fluminense buscou constantemente o jogo pelos lados, explorando a velocidade e agressividade de Serna e Cannobio, além da participação ativa dos laterais no apoio.

A ideia era clara: empurrar o Flamengo para trás, gerar superioridade numérica pelos flancos e atacar uma defesa que, sem muita proteção pelo meio, apresentava espaços. Serna, especialmente, foi decisivo ao transformar essa proposta em vantagem no placar na etapa final.

Controle do meio como base do jogo

Se a agressividade vinha dos lados, o equilíbrio passava pelo meio-campo. Bernal e Nonato foram fundamentais para dar sustentação à equipe, protegendo a defesa, vencendo duelos e controlando o ritmo quando o Flamengo tentava crescer.

Esse controle permitiu ao Fluminense alternar momentos de pressão alta com fases de bloco médio, sem perder compactação. Mesmo quando o Flamengo passou a ter mais posse, encontrou dificuldades para infiltrar e criar chances claras.

Leitura do segundo tempo decide o clássico

Na volta do intervalo, Zubeldía ajustou a equipe para ser ainda mais vertical. O Fluminense passou a atacar com menos passes e mais objetividade, aproveitando o desgaste físico provocado pela paralisação e pelo gramado pesado.

O gol de Serna premiou essa postura agressiva. Pouco depois, John Kennedy ampliou, simbolizando a confiança do treinador em jogadores que atacam espaço e jogam de frente para o gol. O Flamengo ainda descontou com Cebolinha, mas não conseguiu mudar o rumo da partida.